A Emdec ainda está “comemorando” o resultado do leilão da licitação do transporte coletivo urbano, obviamente sem pensar no usuário final do sistema.
Causa tristeza ver que quase nenhum grande grupo do setor de transportes no Brasil teve interesse na licitação de Campinas, uma metrópole enorme e que tem muitas possibilidades, todas achacadas pela atual administração.
Grupos como JCA, que engloba a Viação Cometa e a Auto Viação 1001, e o Comporte, que tem empresas em várias cidades do Brasil, nem quiseram saber de Campinas.
O Comporte, por meio de Pedro Constantino, já operou em Campinas até 1997, quando vendeu a Viação Santa Catarina para um grupo mineiro, assim que o transporte clandestino se infiltrou na cidade.
Há ainda outros grupos grandes no Brasil, como o Cândido, com vários contratos grandes na região nordeste do país, o Guanabara, que não para de expandir, e o Gulin, com foco no sul do país.
Nenhum desses grupos tiveram interesse em operar em Campinas, deixando a licitação apenas para pequenos operadores locais, o que não deixa de ser um vexame.
Campinas é uma metrópole de 1,2 milhão de habitantes e nem assim isso foi suficiente para atrair algum grande grupo com know-how no transporte público de qualidade.
Para piorar, o leilão na Bolsa de Valores de São Paulo foi um show de horrores, com a prefeitura comemorando um verdadeiro rombo nos cofres públicos, para o interesse de quem? Ninguém sabe.
Com valores tão baixos de tarifa, se a prefeitura admitir as empresas com tais valores, ainda sem o know-how necessário para operar sistemas de grande capacidade como o BRT, alguém terá que pagar essa conta, e será o eleitor de Dário.
O transporte de Campinas parece viver um eterno pesadelo, e a prefeitura consegue fazer de tudo para que isso se prolongue o máximo possível.
Da Redação ODC.
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