História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 03

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Em 1971 a FEPASA começou a operar de forma efetiva e já providenciou a pintura de todos os veículos da sua frota encampada. Com dois tons de azul, a empresa pintou os carros de passageiros, os vagões de carga e as locomotivas.

Em Campinas a empresa operava algumas linhas para o transporte de passageiros, cruzando todo o Estado. Linhas para as cidades de Panorama e Santa Fé do Sul eram as mais usadas.

Para chegar a outras cidades, como Araraquara e Bauru, era necessário pegar uma dessas linhas e seguir em frente. Campinas não chegou a ter trens suburbanos, como na capital.

Em paralelo, algumas linhas começavam a serem desativadas, dada a obsolescência da operação. A linha da Sorocabana foi a primeira a ser paralisada e desativada.

Já pelo lado da Mogiana a linha continuava em operação, ao menos por mais algum tempo, até tambpem ser definitivamente paralisada e posteriormente, desativada.

Na cidade ainda havia uma razoável rede de bondes, operada por 15 linhas de curta e média distância. Esses bondes de tração elétrica não tinham grande alcance e por isso foram ficando cada vez mais limitados, sem acompanhar o crescimento da cidade.

Ainda na década de 1950 a cidade continuava a crescer de forma cada vez mais rápida. A rede de bondes já não conseguia expandir na mesma velocidade, e assim começaram a aparecer os primeiros ônibus.

A Viação Lira foi a primeira empresa a operar linhas urbanas na cidade, seguindo para os bairros mais longínquos. Os bondes continuavam a prestar seus serviços, operados pela CCTLF – Companhia Campineira de Tração, Luz e Força.

Bairros como Cambuí, Castelo, Fundão, Bonfim e Fura-Zóio ainda tinham os bondes como principal meio de deslocamento, mas outros que nasciam como o Jardim Campos Elíseos, dependia do transporte por ônibus.

Com o avanço da cidade, as redes de ônibus começaram a crescer e o bonde foi ficando para trás. Linhas similares foram criadas sobre os trilhos dos bondes e os ônibus, mais eficientes, começaram a atrair os passageiros.

Após o primeiro contrato com a CCTC – Companha Campineira de Transporte Coletivo, do grupo da Viação Cometa, a rede de bondes foi privatizada, passada para o seu comando, na década de 1960. Sem interesse na operação, o modal começou a ser desmantelado.

As linhas foram sendo substituídas por ônibus de forma gradual, até a desativação final, em 1968. Antes, os ônibus bloqueavam os bondes de forma proposital, “simulando” quebras justamente sobre os trilhos, impedindo a operação. Essa já era uma forma de justificar o seu fim.

No próximo capítulo, veja como a cidade começou a fomentar a ideia de ter um metrô.

Da Redação ODC.
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