História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 04

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No início da década de 1970 o Governo do Estado de São Paulo começou a fomentar a ideia de fazer um trem regional que passasse pela cidade de Campinas.

Seria uma espécie de trem metropolitano ligando as cidades da que é hoje a região metropolitana. Os testes começaram em 1972 com locomotivas da FEPASA.

Desde então a cidade passou a ter em mente a necessidade de uma ligação intrametropolitana ferroviária, pois até o momento havia apenas circulação de ônibus.

A situação não mudou tanto desde então. A circulação ferroviária entre as cidades da região de Campinas existiu até 1999, com os trens de longa distância, mas que podiam ser pegos para ir até Americana, por exemplo.

As viagens longas passavam por estações como de Hortolândia, Sumaré, Americana, entre outras. Era possível descer nelas, mas o intervalo não compensava.

Com o trem metropolitano seria possível fazer a ligação de forma mais rápida entre as cidades e com um intervalo bem menor do que os trens de longa distância.

Os testes se perpetuaram, mas nunca nada saiu do papel, piorando depois da privatização. Quando havia a estatal FEPASA, haviam grandes chances, mas nada foi concretizado.

Nos anos 1980 começou um debate para a implantação de um sistema de metrô na cidade de Campinas. Na época ainda não haviam determinados bairros e por isso era mais fácil fazer uma rede metroviária coerente.

Nas eleições de 1988 os candidatos a prefeito usaram esse assunto como mote para angariar votos. O candidato do governador Quércia era Manoel Moreira. Com fotos de trens da CBTU, Moreira prometia a implantação do metrô na cidade.

Seu concorrente direto, Vanderlei Simionato, era mais pé no chão e era o candidato da situação, na época do prefeito Magalhães Teixeira e que estava reformulando o transporte por ônibus, com a implantação da integração em terminais de bairro.

Quando as urnas foram abertas, uma enorme surpresa. Nenhum dos dois venceram, e sim o então petista e presidente do sindicato dos petroleiros, Jacó Bittar.

Veja no próximo capítulo como se deu a implantação do sistema VLT em Campinas.

Da Redação ODC.
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