História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 05

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As eleições municipais de 1988 foram cruciais para a implantação de um novo modal ferroviário na cidade de Campinas, 20 anos depois do fim da rede de bondes elétricos.

Mesmo com a vitória do petista Jacó Bittar e seu vice Antonio da Costa Santos em Campinas, a implantação da rede de Veículos Leves Sobre Trilhos continuou conforme o programado.

Antonio da Costa Santos ficou à frente do projeto pela municipalidade, inclusive fazendo a apresentação do projeto original, que era muito maior do que o implantado.

O Governo do Estado, então comandado pelo ex-prefeito de Campinas Orestes Quércia, foi o responsável pela construção da rede ferroviária e a compra dos trens.

A COBRASMA – Companhia Brasileira de Material Ferroviário, com sede na cidade de Sumaré, mais precisamente no então Distrito de Hortolândia, ficou com a responsabilidade de construir os carros de passageiros.

A FEPASA foi incumbida de fazer todo o projeto a toque de caixa e reconstruir toda a via permanente sobre o antigo leito ferroviário da Estrada de Ferro Sorocabana, desativado em 1971.

Os trilhos começaram a serem instalados a partir da Estação Barão de Itapura, próximo ao início da antiga linha da Sorocabana, onde havia uma pequena estação de transbordo de carga.

A Estação Central ficou em segundo plano, com seus trilhos e estação sendo implantados em um segundo plano, no sentido contrário, ao lado da Estação da Paulista.

A via permanente foi dotada de toda uma complexa rede aérea, com subestações sendo instaladas para dar todo o suporte elétrico às composições.

O projeto contemplava mais estações dentro do que chegou a ser entregue, mas nada saiu do papel. Após a Estação Barão de Itapura, foram feitas mais duas: Aurélia e Vila Teixeira, fechando o primeiro trecho.

No próximo capítulo, veja como se deu o fechamento do primeiro trecho do VLT e os preparativos para a inauguração.

Da Redação ODC.
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