História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 08

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O VLT seguiu operando na cidade de Campinas enquanto a expansão era preparada e inaugurada aos poucos. Mesmo sem cobrança de tarifa, o número de passageiros continuava baixo.

Na época, não muito diferente de hoje, a demanda era muito baixa no primeiro trecho. Quase ninguém ia de Barão de Itapura até Vila Teixeira.

A região é de baixa densidade habitacional, e na época era ainda pior. A Avenida John Boyd Dunlop ainda estava em fase de desenvolvimento, com poucos empreendimentos já concluídos.

Na região da Vila Teixeira, o comércio mais próximo que existia na época era o então recém-inaugurado Hipermercado Enxuto. Não haviam shoppings, restaurantes e outros mercados.

Com o tempo as demais estações foram sendo inauguradas, até chegar à Vila Rica, a última a ser inaugurada. Com isso, a demanda cresceu um pouco, mas nem tanto assim.

A tarifa começou a ser cobrada pouco tempo depois, levando a uma nova queda na demanda. Porém, com uma forte publicidade do novo modal de transporte, a população voltou.

Muita gente usava o então ‘metrô de superfície’, como o VLT era chamado, para ir de Centro até Jardim Paulicéia, o que motivou uma integração com o transporte por ônibus.

Em 1993 foi criada a integração VLT-Ônibus com a então linha 5.03, que ia do Jardim Paulicéia até a Rua Barreto Leme, ao lado da Prefeitura Municipal.

Era possível pegar o ônibus e entrar de graça no VLT, e vice-versa. Isso fez com que o VLT circulasse com boa lotação na hora de pico, também não muito diferente do BRT de hoje.

O problema ainda estava no entrepico, com a lotação muito baixa. Mesmo assim, o Governo do Estado continuava bancando a operação através da FEPASA.

No próximo capítulo, veja como seria a expansão do VLT e o projeto da segunda linha.

Da Redação ODC.
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