História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 09

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A expansão do VLT em Campinas já estava prevista desde o início do projeto, de acordo com a cartilha emitida pela prefeitura com a proposta de reaproveitamento dos leitos ferroviários desativados.

Apesar da FEPASA ainda estar em plena atividade, a cidade ainda tinha vários leitos desativados, sobretudo das ferrovias Sorocabana e Mogiana.

Um dos ramais chegou a ser reaproveitado, que foi o traçado da Sorocabana, mas a extensão previa chegar até a região dos DICs, que ainda não tinha ligação com a Rodovia Santos Dumont e dependia exclusivamente da Estrada do Santa Lúcia para entrada e saída.

Por outro lado, um ramal estava previsto para sair pelo antigo leito da Mogiana, chegando até a Estação Anhumas passando pela Estação Guanabara.

O problema é que essas rotas passam por locais de baixa densidade populacional, exceto o ponto de parada do DIC, que já tinha um grande número de habitantes.

A integração do VLT com o transporte coletivo urbano por ônibus era fundamental para garantir o sucesso do projeto, mas isso chegou a ser feito apenas com uma linha, conforme contado no capítulo anterior.

As duas linhas do VLT iriam cruzar no Centro, oferecendo um modal rápido e eficiente, mas que não atendia as necessidades da cidade naquele momento.

Por isso, a segunda linha nunca chegou a sair do papel, e a expansão para os DICs, apesar de facilmente possível, inclusive até hoje, por conta dos vazios urbanos que ainda existem pelo caminho, também ficou apenas na promessa.

Acumulando prejuízos para a FEPASA, que é quem custeava a operação do VLT campineiro, assim que mudou o governo estadual o desmonte começou a ser feito.

Veja no próximo capítulo como foi o encerramento das atividades do VLT em Campinas.

Da Redação ODC.
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