História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 10

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A desativação do VLT em Campinas foi mais política do que técnica. Esperou-se a conexão política perfeita para que isso fosse feito o quanto antes.

O então prefeito era José Roberto Magalhães Teixeira, do PSDB, enquanto o governador do Estado era Luiz Antonio Fleury Filho, do PMDB. Não havia acordo para o VLT.

Nas eleições de 1994, Mário Covas, do PSDB, foi eleito quebrando uma hegemonia de 12 anos do PMDB no poder paulista, e era isso que Magalhães esperava.

Com a chegada de Covas ao poder, uma das primeiras coisas a serem feitas é iniciar o desmantelamento da malha ferroviária paulista, alegando prejuízos constantes.

Nessa malha ferroviária a ser desativada entrou o VLT, um desejo de Magalhães com o objetivo de atender aos empresários do transporte público da época.

Antes da desativação do VLT, a prefeitura chegou a oferecer a operação para os empresários de ônibus da época, mas obviamente os mesmos recusaram.

Sem acordo, a FEPASA, que ja estava em início de desmantelamento e federalização, determinou a desativação do VLT de Campinas, sem alternativas.

A justificativa era justamente os prejuízos constantes, até porque o modal nunca conseguiu atingir o número mínimo de passageiros necessários para custear a própria operação.

Dessa forma, as composições foram paralisadas do dia para a noite e as estações, fechadas. Campinas encerrava, dessa forma, a sua história no modal ferroviário.

É sempre importante lembrar que a desativação só aconteceu graças ao acordo entre Magalhães e Covas, ambos do mesmo partido. Talvez a história poderia ser diferente se os partidos fossem diferente.

No próximo capítulo, veja como se deu o desmantelamento do patrimônio ferroviário e a extinção da FEPASA.

Da Redação ODC.
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