- História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 01
- História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 02
- História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 03
- História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 04
- História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 05
- História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 06
- História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 07
- História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 08
- História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 09
- História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 10
A desativação do VLT em Campinas foi mais política do que técnica. Esperou-se a conexão política perfeita para que isso fosse feito o quanto antes.
Nas eleições de 1994, Mário Covas, do PSDB, foi eleito quebrando uma hegemonia de 12 anos do PMDB no poder paulista, e era isso que Magalhães esperava.
Com a chegada de Covas ao poder, uma das primeiras coisas a serem feitas é iniciar o desmantelamento da malha ferroviária paulista, alegando prejuízos constantes.
Nessa malha ferroviária a ser desativada entrou o VLT, um desejo de Magalhães com o objetivo de atender aos empresários do transporte público da época.
Antes da desativação do VLT, a prefeitura chegou a oferecer a operação para os empresários de ônibus da época, mas obviamente os mesmos recusaram.
Sem acordo, a FEPASA, que ja estava em início de desmantelamento e federalização, determinou a desativação do VLT de Campinas, sem alternativas.
A justificativa era justamente os prejuízos constantes, até porque o modal nunca conseguiu atingir o número mínimo de passageiros necessários para custear a própria operação.
Dessa forma, as composições foram paralisadas do dia para a noite e as estações, fechadas. Campinas encerrava, dessa forma, a sua história no modal ferroviário.
É sempre importante lembrar que a desativação só aconteceu graças ao acordo entre Magalhães e Covas, ambos do mesmo partido. Talvez a história poderia ser diferente se os partidos fossem diferente.
No próximo capítulo, veja como se deu o desmantelamento do patrimônio ferroviário e a extinção da FEPASA.
Da Redação ODC.
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