História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 11

This entry is parte 11 de 11 in the series História do Transporte Ferroviário em Campinas

Com a chegada do PSDB ao poder paulista, concomitantemente ao poder federal, o desmantelamento do patrimônio ferroviário entrou na pauta da chamada “privataria”.

Alegando prejuízos contínuos, a FEPASA passou por uma reformulação e teve trechos “otimizados”, com horários cortados e vias desativadas de forma gradual.

O VLT campineiro teve suas composições levadas para um pátio na cidade de Rio Claro, onde permanece até hoje. Os trilhos foram doados para um sistema de trens urbanos em Maceió.

Com o passar do tempo, o patrimônio da FEPASA foi sendo desmantelado. Em um acordo com o governo federal, tudo foi repassado para a Rede Ferroviária Federal em troca do perdão de dívidas diversas.

Sob o comando da RFFSA, a FEPASA nunca mais foi a mesma dos tempos gloriosos. Os trens de passageiros foram sendo reduzidos até à privatização da malha.

Os trechos paulistas foram arrematados pela FERROBAN – Ferrovias Bandeirantes S/A, empresa de transição criada para esse propósito. Os materiais rodantes da antiga FEPASA começaram a ganhar o novo layout da nova empresa.

Em 2002 a malha da antiga FEPASA sofreu uma cisão, com duas empresas assumindo as operações: a América Latina Logística e a Ferrovia Centro-Atlântica.

Os trens de passageiros deixaram de operar em 2000 em Campinas, deixando para trás uma legião de clientes que usavam as ferrovias como um modal mais barato e mais nostálgico.

Dessa forma, a cidade de Campinas encerrou a sua história no transporte ferroviário de passageiros. Nesse meio tempo, várias idas e vindas do chamado Trem Intercidades aconteceram.

Os governos do PSDB desengavetavam o projeto do trem sempre em anos eleitorais, engavetando após a vitória nas urnas. Foi necessário mudar o governo de forma efetiva para que o projeto avançasse.

Hoje, o projeto do Trem Intercidades está em andamento, com licitação já realizada para a construção das vias e estações. O início previsto para a operação é 2031.

Da Redação ODC.
Leia também:
TCE pede explicações sobre suposta inconsistência em patrimônio de consórcio vencedor de licitação em Campinas

História do Transporte Ferroviário em Campinas

História do Transporte Ferroviário em Campinas | Capítulo 10