História mostra que Emdec erra gravemente ao negar parada do BRT na Av. Moraes Salles; Entenda

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A história do transporte coletivo no Centro de Campinas mostra o quão a Emdec erra severamente ao negar o acesso da população ao BRT.

O atual Corredor Central foi implantado em julho de 1996 com o nome de Projeto Rótula. Na época, o objetivo era retirar veículos do “miolo” das avenidas que formam o anel de circulação anti-horário e fazer com que todos entrassem no quadrilátero apenas se estritamente necessário.

Antes da implantação da Rótula, as avenidas ainda tinham dois sentidos de circulação, assim como todas as outras da cidade. Com o projeto, cinco avenidas passaram a ter sentido único de forma integral ou parcial.

No anel exterior foi criada a Contra-Rótula, para circulação no sentido horário. Também houve inversão nas mãos de direção para aumentar o fluxo de veículos.

Quando foi feita a implantação do projeto, a Emdec criou novas linhas de ônibus com circulação exclusiva pela Rótula, tirando itinerários que passavam apenas pelo Terminal Central.

Algumas linhas ainda cruzavam o Centro e passaram a circular apenas na Rótula. Com o tempo, a população se habituou a descer em alguns dos principais pontos da Rótula, e um desses principais pontos é a Avenida Moraes Salles, onde cada linha tem apenas uma parada.

O ponto da Avenida Moraes Salles é importante pois integra quem sobe a Glicério e quem desce a José Paulino. Em 2006 a Rótula teve seu prazo de validade “vencido”, pois o projeto era pra 10 anos.

A administração da época fez uma pequena reforma no anel anti-horário e mudou o nome para Corredor Central, colocando ainda mais linhas para circular. O número de passageiros foi aumentando com o tempo.

Depois do projeto do BRT, a expectativa era que as pessoas descessem no Terminal Mercado e cada um seguisse seu caminho, porém alguém na Emdec teve a ideia de criar duas linahs distribuidoras, para levar as pessoas do Mercado para o Corredor Central.

Na última hora, decidiram na Emdec que as linhas deveriam circular pelo Corredor Central mas parando apenas em QUATRO pontos, deixando os dois principais totalmente sem atendimento, no caso os da Avenida Moraes Salles e da Avenida Senador Saraiva. A Emdec teve a “brilhante” ideia de deixar esses dois pontos sem parada do BRT pois “a circulação melhora”.

Só que manteve um ponto completamente sem nexo, que é o de frente com a Prefeitura. O BRT tem que parar na frente da Prefeitura apenas para o prefeito ver os ônibus passando ali? E em todos esses pontos param as mesmas linhas, ou seja, a diferença da parada na Moraes Salles ou na Prefeitura é a mesma coisa, pois param as mesmas quantidades de linhas.

Negar a parada na Avenida Moraes Salles apenas reforça que há interesses de terceiros no fracasso do BRT. Há linhas que andam abarrotadas de gente e que continuam parando lá, mas o BRT, que é o transporte de massa, não pode.

Não tem o menor cabimento essa decisão falha da Emdec, além de não ter cabimento as duas passagens pelo Terminal Central, o que desestimula ainda mais as pessoas a usarem o BRT. Ou a Emdec desce do salto e ouve a população, ou as urnas vão responder isso.

Da Redação ODC.
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