Incêndio do Supermercado Eldorado completa 30 anos; Relembre com fotos

 Incêndio do Supermercado Eldorado completa 30 anos; Relembre com fotos

CONTEÚDO PUBLICADO EM 2016

Há exatos 30 anos, Campinas parava para acompanhar uma das maiores tragédias de toda a sua história.

O então principal centro de compras da cidade, o Supermercado Eldorado, localizado no Centro, era destruído por um incêndio devastador.


Tradicional em Campinas, o Eldorado ficava localizado no terreno onde hoje está uma unidade do Supermercado Extra, na avenida Senador Saraiva.

Por volta das 2h do dia 24 de dezembro de 1986, um curto-circuito teve início no terceiro andar do prédio, começando o incêndio.

Um pedestre que viu os focos dentro do mercado acionou o Corpo de Bombeiros e logo os primeiros caminhões começavam a chegar. A

primeira unidade a chegar foi a do Centro, localizada na rua José Paulino.

A cidade amanhecia já com os plantões da TV Campinas (atual EPTV Campinas) informando sobre a tragédia diretamente do local.

As chamas se alastraram tão rapidamente que a forte e densa coluna de fumaça era vista praticamente de qualquer parte da cidade.

Ainda pela manhã começou a chover e o forte vento que passava pela cidade ajudou a alastrar ainda mais as chamas.

O raio de interdição das vias foi enorme já que eram necessários vários corredores livres para o trânsito dos caminhões dos bombeiros que estavam chegando de todos os postos da cidade e também de localidades vizinhas.

Milhares de curiosos, atônitos com o incidente, passavam a se aglomerar nas imediações do prédio.

O Eldorado foi uma referência para a cidade pois vendia praticamente de tudo: desde bens alimentícios até gás de cozinha e móveis. Esporadicamente o estabelecimento proporcionava shows musicais.

O prédio também chamava a atenção por ser um dos únicos da cidade dotado de escadas rolantes e de portas com sensores automáticos.

Em um determinado momento, a situação ficou fora de controle.

Com o prédio todo tomado pelo fogo, os extintores e os hidrantes do prédio todos trancados com cadeados prejudicavam a situação e para piorar, os hidrantes das ruas secaram.

A partir daí o Corpo de Bombeiros começou a pedir, via imprensa, que caminhões-pipa levassem água para o local, já que as unidades que estavam nas imediações já estavam às secas.

Com os ventos cada vez mais fortes, o fogo estava cada vez mais fora de controle.

Já à tarde uma parte da fachada desabou, soterrando um bombeiro.

Logo depois foi a vez de uma parede localizada na torre do estacionamento subterrâneo vir abaixo, matando um auxiliar de cinegrafia da TV Campinas.

À essa altura, o prédio já estava todo condenado.

O fogo foi controlado apenas no início da noite.

O forte cheiro de carne queimada tomou o Centro da cidade por vários dias.

Há muitas histórias por trás desse incêndio.

Uma delas é de que o prédio já estava condenado por um laudo recente do Corpo de Bombeiros, que pedia intervenções urgentes a fim de evitar possíveis desabamentos.

Outra história diz que o grupo J. Veríssimo, dono do mercado, provocou o incêndio propositalmente para resgatar o dinheiro do seguro e construir uma nova unidade.

De fato o grupo inaugurou uma nova unidade, luxuosa e referência para a cidade, três anos depois, próximo ao Shopping Iguatemi.

Hoje a unidade é controlada pelo grupo francês Carrefour.

O incêndio do Eldorado está vivo na mente de todos os campineiros que vivenciaram esse grande incidente na época, ainda mais pela proximidade de uma data festiva tão importante quanto o Natal.

A cobertura da imprensa foi a nível nacional.

A TV Globo enviou para Campinas equipes de São Paulo para cobrir o incêndio, que foi destaque no Jornal Nacional.

Com um dia fraco de notícias, a tragédia foi destaque nacional.

As fotos desta matéria são do arquivo dos jornais Correio Popular e Diário do Povo.

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