Uma das bandeiras levantadas pelos políticos de Campinas, a renovação da frota de ônibus não deverá ser como o divulgado e como o esperado por todos.
Os limites de idade são os mesmos de hoje: 10 anos para veículos convencionais de motor dianteiro ou traseiro, e 15 anos para os veículos articulados de qualquer tipo.
Para os eventuais ônibus elétricos a serem comprados, será considerada idade de 15 anos com legislação específica ainda a ser acordada pela Emdec.
Para piorar a situação, a Emdec permitirá que as operadoras tenham ônibus acima desses limites, desde que passem por “rigorosas” vistorias.
A única coisa que muda é a idade média exigida, que passa para 5 anos no caso dos veículos convencionais, e 7 anos e meio para os veículos articulados.
De qualquer forma, a empresa que entrar em Campinas poderá operar normalmente veículos articulados do ano de 2019, por exemplo, já considerados velhos.
Para chegar à idade média exigida, a empresa poderá ter, por exemplo, metade de frota de ônibus articulados do ano de 2011 e a outra metade zero quilômetro.
No caso dos veículos convencionais, poderão circular normalmente pela cidade ônibus do ano de 2016. Se passar pela tal “vistoria rígida” da Emdec, até mais velho do que isso.
Esse dado vem sendo escondido pela prefeitura para que a população não faça a devida cobrança. Na época das consultas públicas, isso foi questionado, mas foi ignorado.
Diante disso, a lenda de que Campinas terá apenas ônibus novos continuará sendo apenas uma lenda. Os ônibus velhos vão continuar rodando, mas só com uma nova pintura.
Da Redação ODC.
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