E mais uma vez o campineiro foi ignorado por uma prefeitura cada vez mais omissa. Diante de todos os problemas do transporte público, a licitação foi adiada mais uma vez.
De acordo com o TCE, foi detectada inconsistência em dados do Fator de Utilização (FU) e de benefícios trabalhistas e seus encargos, informações disponíveis em vários locais, porém a Emdec optou por ficar presa a uma sala com ar condicionado ao invés de ir atrás.
A escolha da FIPE para fazer a modelagem econômica do edital está se mostrando cada vez mais errada. O ODC foi um dos únicos veículos a criticar a contratação desde o início.
A modelagem econômica é precária e não se sustenta. Não tem o menor cabimento certos itens colocados, não refletindo a realidade da cidade.
O envio do processo de licitação para a Bolsa de Valores de São Paulo também não foi nada assertiva e mostra-se cada vez mais totalmente desnecessária.
A cidade do Rio de Janeiro iniciou o processo de licitação do transporte público depois do último edital campineiro e na semana passada concluiu a primeira parte.
Já Campinas é incapaz de concluir o processo que está em andamento desde 2018. Aliás a Emdec omite isso toda vez que precisa tocar no assunto da licitação, pois ela sempre que pode, evita.
Tudo começou já errado em 2018, e não em 2022, como a Emdec insiste em falar. O primeiro edital, uma verdadeira aberração, foi publicado e obviamente barrado pela justiça.
Agora, com o novo adiamento, são mais 15 dias de enrolação. A própria prefeitura diz que a solução do problema do transporte é a licitação, e ela mesmo faz a enrolação para não resolver.
Em uma cidade séria, o crime de responsabilidade já teria sido imputado à municipalidade. Mas como uma Câmara de Vereadores omissa e alinhada ao prefeito, nada é feito. Lamentável.
Da Redação ODC.
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