Recolocação profissional durante pandemia exige diferencial competitivo

 Recolocação profissional durante pandemia exige diferencial competitivo

Segundo dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego), publicado em abril de 2021, a RMC (Região Metropolitana de Campinas, somou, em fevereiro deste ano, um saldo positivo de 13.520 postos de trabalho.

Contando com 45.725 admissões e 32.205 demissões, a RMC apresenta, em 2021, um número maior do que o apresentado em fevereiro do ano passado, antes de a pandemia impactar o mercado de trabalho em todo o país.

Em 2020, neste mesmo período, o saldo era de 6.323 postos de trabalho criados, na região.


Formada pelas cidades de Americana, Artur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Jaguariúna, Monte Mor, Morungaba, Nova Odessa, Paulínia, Santa Bárbara d’Oeste, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Valinhos e Vinhedo, a RMC, em fevereiro de 2021, apresentou um total de 950.173 postos de trabalho formais.

O saldo de fevereiro de 2021, representa 10,52% da diferença entre admissões e desligamentos do Estado de São Paulo, cujo saldo no segundo mês deste ano foi de 128.505 postos de trabalho.

Deste saldo, em todo o Estado de São Paulo, o setor de Serviços representa 43%, seguido pela Indústria e Comércio, com 23,87% e 11,78% respectivamente.

Os números apresentam uma tímida recuperação no saldo de empregos, mas conquistar uma vaga de trabalho ainda é um desafio que muitos cidadãos desempregados enfrentam.

Diante deste mercado de trabalho fortemente impactado em decorrência da pandemia de coronavírus, o desempenho em uma entrevista pode ser o diferencial entre conseguir um emprego ou ter de continuar procurando.

O especialista em oratória e diretor da Vox2You Campinas – Escola de Oratória, Fábio Torquato, defende que uma boa oratória é 80% do caminho na busca por um novo emprego.

“Isso porque hoje em dia, na maioria das vagas, as empresas já não estão contratando apenas pelas habilidades técnicas de uma pessoa, mas também pelas habilidades comportamentais. E, na Vox2you, nós entendemos a oratória sendo muito mais do que apenas se expressar bem. Para nós, a oratória também é saber se relacionar com as pessoas, ter empatia de se colocar no lugar dos outros, ter autoconhecimento e ser seguro de si”, afirmou.

Torquato aponta que uma pessoa com essas características normalmente consegue aprender atividades técnicas e suprir alguma necessidade específica que a empresa tenha.

“Mas alguém que não entende de pessoas, dificilmente irá conseguir desenvolver essas habilidades comportamentais dentro da empresa”, advertiu.

Saindo na frente

Para o especialista em oratória, saber colocar bem as palavras, organizar as ideias, ter uma boa postura, transmitir confiança em si mesmo e naquilo que está falando, faz toda a diferença para conquistar uma vaga de emprego.

“Isso será determinante para impactar a pessoa que está conduzindo a entrevista. O que vemos hoje é que muitas pessoas ficam inseguras no momento da entrevista e acabam demonstrando isso”, lamentou.

Torquato aponta que quanto melhor a oratória, maiores as chances de ter êxito na recolocação profissional.

“Temos que ter em mente que 100% dos clientes de uma empresa são pessoas, e 100% dos funcionários de uma empresa também são pessoas. Por isso, quem não entende de pessoas, não sabe se relacionar e se posicionar, acaba ficando para trás.

Para Torquato, quem deseja crescer profissionalmente, independente da profissão, tem apenas dois destinos.

“O primeiro é se tornar um bom vendedor. Para isso, vai precisar de uma comunicação clara, conhecer técnicas de persuasão, gatilhos mentais, saber se relacionar, passar confiança na hora da fala. No segundo caso, crescer em qualquer profissão significa liderar pessoas. Para isso, entender de pessoas, saber se relacionar, motivar, argumentar, ter empatia, saber ouvir, são habilidades fundamentais, que também fazem parte da oratória” finalizou.

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