A frota do transporte escolar contratada pela prefeitura de Campinas para fazer o traslado entre a moradia e a escola onde os alunos estudam varia entre o novo e o muito velho.
De acordo com relatório obtido pelo ODC junto a terceiros, pois não houve o atendimento ao pedido via Lei de Acesso a Informação (o mesmo pedido foi feito por duas pessoas diferentes, mas um foi atendido e outro não), a frota é bem “eclética”.
Os coletivos de maior capacidade e mais novos estão na frota da empresa Recpaz, que opera sob o nome de Exclusiva Turismo. A idade médida da frota da empresa está atualmente em 5,6 anos.
Já a frota mais velha está em nome da V M DE SOUZA TRANSPORTES EIRELI, que já tem contratos com a prefeitura há muitos anos e em diversos setores. A idade média está em 11,1 anos.
Outras empresas que têm frota de veículos grandes são as seguintes, e com as respectivas idades médias, listadas das mais novas para as frotas mais velhas:
J. T. G. DE SOUZA LOPES TRANSPORTES – 8,4 ANOS
SMILE TRANSPORTES E TURISMO LTDA – EPP – 10,6 ANOS
Outras empresas com micro-ônibus ou miniônibus que foram relacionadas com as respectivas idades médias são as seguintes:
CRESCER – FREEDOM LTDA – 8,6 ANOS
SOCIEDADE DE EDUCACAO E CULTURA RAPHAEL DI SANTO LTDA – 9,4 ANOS
INSTITUTO EDUCACIONAL CRESCER LTDA – EPP – 13,2 ANOS
Essas três últimas são unidades escolares que mantém frotas próprias para o transporte de seus alunos. Quase a totalidade dessas frotas é formada por micro-ônibus e vans.
Além disso, há várias outras operadoras com apenas 1 ou 2 veículos, e que não foram consideradas na listagem acima. A idade média da frota chama a atenção pelos problemas que podem causar.
O transporte escolar em Campinas não dispõe de mecanismo de avaliação de desempenho, pois a lei federal dispensa isso. Dessa forma, qualquer fiscalização da frota escolar é prejudicada.
Há relatos de problemas constantes, sobretudo em relação à frota que serve especificamente a prefeitura, e que justamente tem a idade mais alta. Em denúncias anônimas recebidas pelo ODC, crianças ficaram de fora de eventos por falta de veículos ou por estarem quebrados.
Da Redação ODC.
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