A cidade de Campinas cresce em uma enorme velocidade, quase sempre de forma desordenada e com muitos problemas para serem solucionados e em um curto espaço de tempo.
Sem licitação, os ônibus são velhos, demorados e afastam cada vez mais a população, que procura usar carros e motos para seus deslocamentos diários.
Tudo isso poderia ser resolvido, ou ao menos melhorado, com um plano viário adequado, mas a cidade não vê nenhuma alteração relevante no trânsito há pelo menos 15 anos.
A última grande mudança no trânsito campineiro aconteceu ainda durante o governo Hélio, com a inauguração do segundo túnel para a Marginal do Piçarrão.
De lá pra cá, tudo acabou sendo jogado para o anel de rodovias que cortam a cidade, transformando as estradas em “avenidas”. Tudo trava nas horas de pico e prejudica quem realmente precisa viajar.
A atual administração se gaba de ter concluído “a maior obra de mobilidade urbana da história de Campinas”, mas nao é bem assim, até porque quase nada mudou os deslocamentos das pessoas.
Obras de mobilidade com relevância são novos caminhos construídos, abertura de avenidas e construção de viadutos, e não reforma de vias já existentes.
Em alguns pontos, houve até uma considerável piora no trânsito das vias onde houve a construção do BRT. Na Avenida das Amoreiras mesmo, demoliu-se um corredor totalmente segregado para abrir faixas que mal são usadas.
Campinas teve um projeto viário de grande porte concebido ainda no final dos anos 60 e que foi implantado de forma gradual até meados dos anos 90 do século passado.
Esse projeto nunca foi totalmente concluído, mas ajudou a organizar o fluxo em várias partes da cidade. Desde então, não houve mais projetos novos em uma cidade que tem poucos viadutos e avenidas não concluídas.
É hora de escolher políticos que tenham compromisso com o futuro da cidade, e não aqueles que promovem bailões clandestinos e pagam churrascos para eleitores. Do contrário, a cidade vai continuar indo cada vez mais para trás.
Da Redação ODC.
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