Após uma série de incidentes e de uma omissão absurda, a prefeitura de Campinas diz que está tomando providências quanto ao elevado número de ônibus quebrados nas ruas.
Hoje a empresa estaria operando com um número de veículos inferior ao determinado, causando um grande número de atrasos e faltas de viagens tanto na área 1 quanto na área 3.
Conforme divulgado pelo ODC com exclusividade, o problema estaria na falta de peças no mercado. O péssimo viário da cidade aumentou o número de quebras.
A idade avançada da frota também é um dos motivos que ajudou no aumento da quebra de veículos. De acordo com levantamento feito pelo ODC, todas as empresas estão quase no limite de 10 anos de idade da frota na média.
O contrato permite que as empresas operadoras do transporte coletivo de Campinas tenham ônibus convencionais com idade de até 10 anos, ou seja, devem ser pelo menos ano 2016, e 15 anos para articulados, ou seja, a partir de 2011.
Porém no mesmo contrato diz que o que conta para fins de fiscalização e vistoria é a média geral da frota, que também é de 10 anos. Isso permite que uma empresa tenha um veículo de 20 anos, por exemplo, e um zero quilômetro.
Para tentar amenizar esse problema, no ano passado a prefeitura pediu para que as empresas comprassem pelo menos 50 novos ônibus, e foram entregues 116 pelas concessionárias VB, Onicamp e Campibus.
Mesmo assim, as quebras continuaram. Os novos veículos, com tecnologia Euro 6, são mais tecnológicos e dependem de uma série de peças específicas e sensores que estão em falta no mercado.
Isso faz com que o mesmo veículo quebre várias vezes no dia. Ele sai, quebra, volta para a garagem, é feito um paliativo para não parar, volta para a linha e pode quebrar de novo.
Neste final de semana a VB Transportes fará um mutirão para colocar em ordem a frota e garantir que 100% dos veículos operacionais estejam nas ruas na segunda-feira.
É importante ressaltar que além da frota operacional, há a frota reserva, que é cerca de 10%. Essa frota, que está mais crítica, deverá continuar em manutenção. Já os veículos com avarias mais simples deverão ser consertados.
Isso deverá garantir os 100% de veículos nas ruas na segunda-feira, mas ainda há o problema de falta de motoristas, que não foi resolvido e nem deverá em curto prazo.
Todos os dias vários horários ficam parados pois não há profissionais suficientes para escalar. Esse é um outro problema que a sociedade ainda deverá lidar.
Da Redação ODC.
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