Aumento de cirurgias plásticas em adolescentes é associado ao bullying

 Aumento de cirurgias plásticas em adolescentes é associado ao bullying

O bullying é um problema muito grave, pois afeta diversos aspectos da vida de crianças e adolescentes, incluindo saúde mental, desempenho escolar, problemas de autoestima, danos psicológicos e físicos. Um estudo publicado na Plastic and Reconstructive Surgery de maio de 2017, por exemplo, indicou que adolescentes envolvidos em bullying são mais propensos a querer se submeter às cirurgias estéticas, a fim de tornarem-se mais atraentes e corrigir supostas falhas. “O bullying tem enorme influência na percepção do próprio corpo, já que a imagem corporal vai se desenvolvendo como fruto da relação do indivíduo consigo mesmo e com os outros. O retorno que recebe do ambiente pode reforçar positiva ou negativamente o autoconceito e a sensação de serem ou não aceitos na sociedade”, afirma o Dr. Mário Farinazzo, cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

As queixas sobre os aspectos não aceitos do próprio corpo se tornam mais evidentes durante a puberdade, época em que a mudança física chama atenção e causa estranhamentos entre os adolescentes. “A alteração na percepção da imagem corporal se torna uma patologia a partir do momento em que ela começa a afetar a vida social e a saúde da pessoa, evidenciando que o padrão mental do jovem não está de acordo com a realidade, ou seja, a distorção da imagem do próprio corpo torna-se, para eles, uma experiência real e verdadeira”, explica. Dessa forma, o médico ressalta a importância da ajuda dos pais no processo de construção da autoestima, reforçando a individualidade dos filhos e orientando sobre as diferenças. Além disso, aconselha que os pais levem o adolescente a uma consulta com um psicólogo, antes de optar pelo procedimento estético.

“A criança e o adolescente devem estar conscientes para lidar com expectativas que podem não se consolidar, como a fantasia de que terão mais amigos, serão mais queridos ou mais aceitos socialmente”, diz o Dr. Mário.
Porém, alguns procedimentos são bens simples e livre de danos, podendo ser uma boa forma de devolver autoestima aos jovens. Em alguns casos a operação traz também benefícios funcionais, que ajudam o paciente a realizar melhor as atividades do dia a dia.


Um exemplo são as mamoplastias redutoras, que eliminam o desconforto dos seios muito grandes, dores nas costas e ombros, irritações dermatológicas na região, entre outros fatores. “Caso resolva optar realmente pela cirurgia plástica, é imprescindível que o paciente ou seus responsáveis pesquisem antes de escolher um especialista, para poder ter certeza da competência do médico, desenvolvendo uma relação de confiança com ele”, finaliza o Dr. Mário Farinazzo.

MÁRIO FARINAZZO: cirurgião plástico, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), o médico é especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Professor de Trauma da Face e Rinoplastia da UNIFESP e Cirurgião Instrutor do Dallas Rinoplasthy™ e Dallas Cosmetic Surgery and Medicine™ Annual Meetings. Foi coordenador da equipe de Cirurgia Plástica do Hospital Municipal Arthur Ribeiro de Saboya-SP até junho 2019 e opera nos Hospitais Sírio, Einstein, São Luiz, Oswaldo Cruz, entre outros. www.mariofarinazzo.com.br

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