Com problemas se acumulando, Emdec se cala diante da pressão para homologar empresa de ônibus

As irregularidades nas empresas vencedoras da licitação do transporte coletivo urbano de Campinas continuam a aparecer, apesar das cartas marcadas na Emdec.

A notícia sobre irregularidades no transporte escolar, feito pela mesma empresa que faz parte de consórcio vencedor do certame campineiro, ganhou as páginas dos jornais da cidade.

De acordo com as informações publicadas, os motoristas da empresa estão trabalhando até 14 horas por dia e sem descanso. Por isso houve diligência para verificar essa questão.

O Ministério Público do Trabalho fez uma série de terminações para que a empresa regularize a situação o quanto antes, porém isso já pode acontecer em breve.

Soa estranho a prefeitura de Campinas não se pronunciar a respeito, tanto no âmbito do contrato escolar, quanto no âmbito do processo licitatório do transporte urbano.

Tudo isso reforça a total falta de compromisso da prefeitura campineira com a qualidade do transporte coletivo urbano, fazendo a licitação a qualquer custo.

Diante de tal situação, o mínimo a ser feito era a prefeitura e a Emdec se pronunciarem a respeito, mas nada foi feito, conforme o esperado.

Inclusive a divulgação dos documentos das diligências feitas no âmbito da ação impetrada no Ministério Público para investigar irregularidades no processo licitatório enfrenta uma série de empecilhos.

Para ter acesso, a prefeitura pede que a solicitação seja feita por e-mail e ainda obriga o cidadão a fazer um cadastro no sistema SEI. Sem saber quem quer os documentos, a prefeitura não quer liberar, o que configura um cerceamento ao direito de acesso a documentos públicos.

A cada dia que passa a licitação do transporte de Campinas fica mais enrolada, mas as cartas já estão marcadas. Mesmo com a prorrogação do tempo para a apresentação de recursos, tudo será negado e o processo andará até a assinatura de contrato com as vencedoras, mesmo com possíveis irregularidades.

Da Redação ODC.
Leia também:
O recuo da “Ata Relâmpago”: o novo malabarismo dos R$ 11 bilhões