O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo manteve suspensa a licitação do transporte coletivo urbano de Campinas por considerar que ainda há dúvidas a serem esclarecidas.
A Emdec continua advogando a favor das empresas vencedoras do leilão, como já vem sendo apontado pelo ODC desde o início do processo, e os documentos prontos para serem enviados ao TCE seguem com incongruências.
O que mais chamou a atenção foi a defesa feiia pela Emdec (ops, Emdec não, “Comissão de Licitação da Setransp”, pois não é a Emdec que está fazendo tudo isso) à empresa Sancetur.
De acordo com análise feita por especialistas ouvidos pelo ODC, a Sancetur enviou uma proposta bastante agressiva, porém nada de diferente do seu “modus operandi”, se comparado com outras cidades onde já opera.
Os especialistas ouvidos pelo ODC foram unânimes em dizer que, por ser uma licitação bilionária, a prefeitura deveria ter obtido documentos com dados mais robustos para fins comprobatórios de capacidade operacional.
Dessa forma, a cidade de Campinas está correndo um sério risco de sair de um sistema ruim para entrar em um ainda pior, já que os valores propostos pela Sancetur estão no limiar do bom senso de mercado.
Pelo “padrão Sancetur” de operação, a proposta foi construída no limite inferior de praticamente todos os parâmetros operacionais permitidos pelo edital. Isso significa que a proposta é tecnicamente defensável e depende de elevada eficiência operacional.
Além disso, a proposta possui menor margem para absorver imprevistos (diesel, pneus, manutenção, produtividade da frota) e exige gestão mais eficiente do que a média observada em muitas operações urbanas brasileiras.
A Sancetur tem histórico de retirar veículos de forma sumária das cidades onde opera quando não é atendida financeiramente. O maior exemplo disso é a operação da cidade de Atibaia.
Em 2020 a empresa simplesmente levou todos os ônibus da garagem local para outra, em um final de semana, alegando “necessidade de manutenção”, porém havia um impasse por conta de subsídio.
De acordo com o site O Atibaiense, a prefeitura chegou a decretar intervenção na empresa para garantir a operação. A relação entre a empresa e a cidade só mudou depois da eleição de 2024, com a entrada de um prefeito do PL.
A empresa disputa licitações onde há subsídio, o que não está errado, porém a renegociação para recebimento de verbas extras sempre acontece, e os vários cortes para vencer a licitação campineira indica isso.
A taxa de retorno, chamada de TIR, é o ponto usado pela Emdec (ops, “Comissão de Licitação”), está dentro do parâmetro de 7% a 12%, mas fora dos padrões de mercado, já que houve cortes severos em itens como combustível, peças, manutenção e pneus.
Isso exigirá mais verba pública no futuro, ou seja, o próprio relatorio deixou claro que os valores são insuficientes para cobrir os custos, ou dependerá de uma governança extremamente rígida, o que não é padrão dentro da Sancetur.
Operações da empresa em outras cidades mostra renovação constante de frota, porém canibalização de veículos é comum justamente por falta de manutenção. Em Valinhos mesmo, o número de quebras é alto, proporcionalmente ao tamanho da frota operacional.
A prefeitura de Campinas está assumindo o risco de assinar contrato com empresas sem capacidade adequada para uma operação robusta, e abrindo os cofres para injetar ainda mais dinheiro público no setor, e com uma potencial tarifa mais alta.
Da Redação ODC.
Leia também: O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo manteve suspensa a licitação do transporte coletivo urbano de Campinas por considerar que ainda há dúvidas a serem esclarecidas.
A Emdec continua advogando a favor das empresas vencedoras do leilão, como já vem sendo apontado pelo ODC desde o início do processo, e os documentos prontos para serem enviados ao TCE seguem com inconsistências.
O que mais chamou a atenção foi a defesa feiia pela Emdec (ops, Emdec não, “Comissão de Licitação da Setransp”, pois não é a Emdec que está fazendo tudo isso) à empresa Sancetur.
De acordo com análise feita por especialistas ouvidos pelo ODC, a Sancetur enviou uma proposta bastante agressiva, porém nada de diferente do seu “modus operandi”, se comparado com outras cidades onde já opera.
Os especialistas ouvidos pelo ODC foram unânimes em dizer que, por ser uma licitação bilionária, a prefeitura deveria ter obtido documentos com dados mais robustos para fins comprobatórios de capacidade operacional.
Dessa forma, a cidade de Campinas está correndo um sério risco de sair de um sistema ruim para entrar em um ainda pior, já que os valores propostos pela Sancetur estão no limiar do bom senso de mercado.
Pelo “padrão Sancetur” de operação, a proposta foi construída no limite inferior de praticamente todos os parâmetros operacionais permitidos pelo edital. Isso significa que a proposta é tecnicamente defensável e depende de elevada eficiência operacional.
Além disso, a proposta possui menor margem para absorver imprevistos (diesel, pneus, manutenção, produtividade da frota) e exige gestão mais eficiente do que a média observada em muitas operações urbanas brasileiras.
A Sancetur tem histórico de retirar veículos de forma sumária das cidades onde opera quando não é atendida financeiramente. O maior exemplo disso é a operação da cidade de Atibaia.
Em 2020 a empresa simplesmente levou todos os ônibus da garagem local para outra, em um final de semana, alegando “necessidade de manutenção”, porém havia um impasse por conta de subsídio.
De acordo com o site O Atibaiense, a prefeitura chegou a decretar intervenção na empresa para garantir a operação. A relação entre a empresa e a cidade só mudou depois da eleição de 2024, com a entrada de um prefeito do PL.
A empresa disputa licitações onde há subsídio, o que não está errado, porém a renegociação para recebimento de verbas extras sempre acontece, e os vários cortes para vencer a licitação campineira indica isso.
A taxa de retorno, chamada de TIR, é o ponto usado pela Emdec (ops, “Comissão de Licitação”), está dentro do parâmetro de 7% a 12%, mas fora dos padrões de mercado, já que houve cortes severos em itens como combustível, peças, manutenção e pneus.
Isso exigirá mais verba pública no futuro, ou seja, o próprio relatorio deixou claro que os valores são insuficientes para cobrir os custos, ou dependerá de uma governança extremamente rígida, o que não é padrão dentro da Sancetur.
Operações da empresa em outras cidades mostra renovação constante de frota, porém canibalização de veículos é comum justamente por falta de manutenção. Em Valinhos mesmo, o número de quebras é alto, proporcionalmente ao tamanho da frota operacional.
A prefeitura de Campinas está assumindo o risco de assinar contrato com empresas sem capacidade adequada para uma operação robusta, e abrindo os cofres para injetar ainda mais dinheiro público no setor, e com uma potencial tarifa mais alta.
Da Redação ODC.
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