Hopi Hari tem filas de mais de 4 horas, pouca água e muita irritação

 Hopi Hari tem filas de mais de 4 horas, pouca água e muita irritação

Multidão na saída do parque. Foto: ODC

Em meio à retomada da economia depois de várias quarentenas por causa da pandemia do novo coronavirus, o parque de diversões Hopi Hari, localizado em Vinhedo, e tido como o “país mais divertido do mundo”, está gerando uma enxurrada de reclamações nas redes sociais.

No último domingo, dia 19/09, a equipe do ODC esteve no parque para verificar de perto se as reclamações que começaram a surgir na semana anterior eram reais ou apenas mensagens deixadas por “haters”.

Ao chegar no estacionamento, que agora tem cobrança antecipada, já foi possível ver uma interminável fila de pessoas. Dezenas de excursões visitaram o parque na segunda semana da Hora do Horror, o evento que mais atrai pessoas ao parque. Mesmo com restrições, o número de pessoas que conseguiram acessar o espaço era enorme. Muitos disseram que nunca, em 20 anos de parque, viram filas tão grandes para as atrações.

Parque estava superlotado. Foto: ODC

Apenas para comer, nossa equipe ficou mais de uma hora na fila. Recebemos relatos de pessoas que ficaram 3 horas na fila de uma das lanchonetes. Outra reclamação feita diz respeito aos bebedouros. Apenas um ou outro sanitário tinha bebedouro, mas em compensação haviam vários tambores com garrafas de água gelada espalhados pelo parque todo. Uma garrafa de 500ml por R$ 4,90 ou 3 garrafas por R$ 12,00. Refrigerante em lata por R$ 12,00, e tudo apenas no cartão, nada de dinheiro.

As filas nos brinquedos eram algo surreal. Optamos por ficar na fila do Rio Bravo, que geralmente anda mais rapidamente por conta do grande número de pessoas que vai por vez. Mesmo assim ficamos 4 horas esperando. Quem não quisesse esperar, era só comprar o tradicional ‘fura fila’, que é o crachá do Vip Pass por R$ 199,00, ou seja, além de pagar o ingresso você tem que pagar um adicional para conseguir andar ao menos uma vez em alguns brinquedos.

Quando saímos do Rio Bravo, as filas de quase todos os demais brinquedos já estavam encerradas, e por isso fomos nos “infantis”, onde as filas eram menores. E assim foi nosso domingo: dois brinquedos em 8 horas dentro do parque.

Para não dizer que a viagem foi perdida, fomos percorrer o caminho montado para a Hora do Horror 2021, que reviveu todas as edições anteriores, desde 2002. Apesar de estarem sendo feitas liberações em grupos, o espaço entre o início do percurso até o portal de abertura da atração noturna estava abarrotado de gente, como se não existisse pandemia. A todo momento funcionários ordenavam em alto-falantes o uso de máscara, o que era sumariamente ignorado pela maioria.

Além disso, tivemos problemas no balcão de informações, já que usamos um ingresso comprado durante o início da pandemia, em 2020, e ainda não usado já que o parque ficou mais fechado do que aberto nos últimos tempos. No balcão, fomos informados de que o ingresso era “antigo” e fomos orientados a voltar um “outro dia”, talvez numa “sexta, que é mais vazio”. A questão eram os R$ 40 de estacionamento já pagos. De posse do ingresso comprado, fomos até às catracas e entramos.

A equipe do ODC frequenta o parque desde 2003 e jamais viu tanta gente junta por lá, e nunca as filas dos brinquedos foram tão grandes. Isso foi notado por quase todo mundo que entope as redes sociais com reclamações. Diante de tal situação, entramos em contato com a assessoria do parque, que nos enviou a seguinte resposta, reproduzida na íntegra:

“Nota à Imprensa – Seguindo orientações do Governo do Estado de São Paulo, o Parque Temático Hopi Hari tem permissão para operar com 100% da capacidade – o que significa 26 mil pessoas. No entanto, ao refletir sobre o cenário da pandemia e a segurança dos visitantes e de toda equipe envolvida, vem trabalhando com 60% de sua capacidade de visitantes, que equivale, aproximadamente, a 15 mil pessoas.

Este controle de público não é feito somente nas dependências do Parque e, sim, desde a venda dos ‘Passaportis’, limitados de acordo com a quantidade de pessoas que podem entrar para se divertir a cada dia.

A ideia de aumentar a capacidade de público aos poucos vem da intenção de criar um ambiente propício para se divertir, mesmo com o coronavírus. Todos os protocolos anticovid-19 continuam sendo seguidos e, quando preciso, até adaptados para diferentes atrações.

Contudo, momentos de pico podem acontecer, dentro da capacidade de 60% também, guardando suas devidas proporções. Além do controle de público, o Hopi Hari mantém higienizações dos brinquedos entre ciclos, para que o próximo visitante a brincar possa fazê-lo em condições adequadas. Isso também pode acarretar um maior tempo de espera, mas que é utilizado em detrimento da saúde das pessoas.

O Parque é extremamente grato pelo público assíduo que o acompanha há tanto tempo – e em tantos contextos. Inclusive, ressalta que é válido deixar o feedback sobre a visita. Sempre que isso ocorre, o procedimento do SAV (Serviço de Atendimento ao Visitante) é ouvir, orientar e, de acordo com cada caso, propor soluções. Costuma-se também retornar por e-mail, através dos canais de atendimento.

O visitante também tem à disposição informações sobre a operação do Parque neste período antes de chegar até lá. No entanto, a capacidade reduzida não torna o espaço vazio, então filas ocorrem naturalmente – acaba sendo uma condição da estrutura de funcionamento do Parque. O Hopi Hari frisa que todos os protocolos planejados são essenciais e acompanhados dia a dia.

Parque Temático Hopi Hari”

Da Redação ODC.

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