Quer reduzir as mamas? Tire suas dúvidas sobre esse procedimento cada vez mais comum

 Quer reduzir as mamas? Tire suas dúvidas sobre esse procedimento cada vez mais comum

Embora a prótese de silicone para deixar os seios maiores figure entre os principais procedimentos estéticos realizados no país, nem todas as mulheres estão especialmente contentes com o tamanho (grande) de seus seios. Segundo o censo bianual da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), entre 2016 e 2018 houve redução na procura pelo aumento de mama, enquanto o procedimento de mamoplastia redutora registrou maior busca, alcançando a quinta colocação no ranking entre as cirurgias mais feitas, com 9,9%.

“Quando as mamas são excessivamente grandes, isso pode causar, em algumas mulheres, problemas emocionais e de saúde, como dores constantes nas costas, problemas de postura, ferimentos nos ombros devido ao uso constante de sutiãs reforçados para suportar o peso das mamas, e limitação para praticar atividades físicas”, afirma o cirurgião plástico Dr. Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

De acordo com o médico, ao contrário da maioria das outras cirurgias plásticas, as pessoas que se submetem à cirurgia de redução de mama geralmente buscam alívio dos sintomas físicos causados pelo excesso de peso de seios grandes. “Do ponto de vista dos sintomas, as pacientes relatam dores nos ombros, pescoço e costas”, diz o Dr. Mário. “Pacientes que experimentaram uma perda de peso grande também podem ter perdido o volume no peito, mas os seios ainda estão estendidos e flácidos, levando a irritações na pele”, diz o médico.


Como funciona – O cirurgião plástico explica que a cirurgia de redução de mama é um procedimento hospitalar realizado sob anestesia geral e geralmente leva de três a cinco horas, dependendo do tamanho da mama. “Durante a cirurgia, o excesso de tecido mamário é removido para atingir o tamanho desejado do paciente”, diz. Imediatamente após a cirurgia, as pacientes usam um sutiã cirúrgico confortável com alças grandes, que devem ser usados por cerca quatro semanas após a cirurgia. “Em seguida, recomendamos um ‘sutiã esportivo de sua escolha’ por mais duas a quatro semanas, enquanto a regra de ouro é evitar sutiã com arame por seis semanas porque o fio pode esfregar na incisão”, diz.

Como parte da cirurgia, alguns médicos também elevam a mama, uma vez que grande parte do tecido mamário foi removida. “Muitas vezes, para pacientes com seios grandes, os mamilos estão apontando para baixo ou abaixo da dobra da mama, portanto você não está apenas removendo o excesso de pele e tecido mamário, mas também reposicionando os mamilos mais altos na remodelação da mama”, diz.

Riscos e complicações – As reduções mamárias, segundo o médico, são procedimentos complicados, mas seguros, com poucos riscos. “Uma das complicações mais comuns, mas corrigível, é o sangramento nas primeiras 12 a 24 horas após a cirurgia, causando um hematoma”, diz o cirurgião plástico. Uma complicação menos frequente é a perda de sensação no mamilo. Embora isso seja temporário na maioria dos casos, o Dr. Mário estima que 15 a 20% dos pacientes “terão alguma perda permanente de sensibilidade com os mamilos”.

Amamentação – Uma preocupação comum nas cirurgias de redução de mama é a incapacidade das pacientes amamentarem após a cirurgia. No entanto, de acordo com o Dr. Mário, muitas pacientes conseguem amamentar. “Depende de cada caso, e é importante a paciente avisar o médico sobre a pretensão de engravidar, pois técnicas diferentes podem ser aplicadas para preservar mais os ductos mamários e a amamentação”, diz.

Assimetria – Em todas as cirurgias mamárias, a leve assimetria é geralmente aceita como regra e não como exceção. “Os seios são irmãos, mas não gêmeos. Então eles são muito parecidos, mas não exatamente iguais. Depois de uma cirurgia, é muito comum ficar sentado olhando tudo, então a paciente percebe pequenas assimetrias. Mas quase todo mundo tem assimetria, mesmo antes da cirurgia”, destaca.

Cicatriz – A forma e o tamanho da cicatriz dependem da técnica, mas os pacientes podem esperar uma cicatriz circular ao redor da aréola, bem como uma forma de âncora com uma linha reta que se estende da parte inferior do mamilo até a parte inferior da mama. “Há três coisas que determinam as cicatrizes: quão bem os cirurgiões fecham a incisão, tendência de cicatrização que é definida geneticamente (e nenhum de nós tem controle sobre isso) e o que você faz com as incisões após a cirurgia “, diz o Dr. Mário. “Mesmo com as preocupações com as cicatrizes, as satisfações são tão altas com o alívio dos sintomas que, em última análise, as cicatrizes são perdoadas pelos benefícios da cirurgia”.

Benefícios – O alívio dos sintomas dos pacientes é “quase imediato”, mesmo com a dor e recuperação pós-operatórias esperadas. “Mas a dor associada ao excesso do peso das mamas quase desaparece imediatamente. Após a cirurgia, as pacientes literalmente tiveram um peso retirado dos ombros”.

Tempo de recuperação – Apesar do sutiã de compressão pós-cirúrgico usado pelos pacientes por quatro semanas após o procedimento, o inchaço leva de quatro a seis semanas para diminuir, e os resultados finais se manifestam em três meses. As restrições da atividade são altamente individuais, baseadas na tolerância pessoal à dor, mas a maioria dos pacientes pode voltar à rotina normalmente em algumas semanas. “Atividade física não é recomendada por dois meses”, finaliza o médico.

MÁRIO FARINAZZO: cirurgião plástico, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Departamento de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), o médico é especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Professor de Trauma da Face e Rinoplastia da UNIFESP e Cirurgião Instrutor do Dallas Rinoplasthy™ e Dallas Cosmetic Surgery and Medicine™ Annual Meetings. Foi coordenador da equipe de Cirurgia Plástica do Hospital Municipal Arthur Ribeiro de Saboya-SP até junho 2019 e opera nos Hospitais Sírio, Einstein, São Luiz, Oswaldo Cruz, entre outros. www.mariofarinazzo.com.br

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