O secretário de Infraestrutura, Carlos José Barreiro, provou que é um verdadeiro mestre do espaço-tempo. Mudar o início dos trabalhos no futuro BRT do Corredor Central para a segunda quinzena de julho sem ter movido uma única pedra no Centro é uma façanha digna de ficção científica.
🛑 O Cronograma do “Quase”
Fico imaginando a reunião de condomínio lá no Palácio dos Jequitibás para fechar esse release:
- “Chefe, a Compec Galasso está pronta para despejar os R$ 16 milhões de concreto rígido na rua?”
- “Ainda não, mas avisa o pessoal que o atraso já está rigorosamente dentro do prazo!”
O Gilberto tenta decifrar o mistério: É o incrível caso em que o engenheiro aplica o freio de mão em um trator que ainda está estacionado na garagem da empreiteira. A prefeitura conseguiu a proeza de gerar um aditivo de tempo para o vento! Se para adiar o vento eles demoram uma semana, imaginem o tempo que vão precisar para calcular o tempo de secagem do cimento quando ele finalmente tocar o asfalto.
🧱 O Monumento ao Ponto de Ônibus Invisível
E vamos combinar que o deboche fica completo quando a gente lembra da ordem dos fatores desse BRT de ponta-cabeça. O roteiro continua sendo o mais puro suco de comédia pastelão:
- Eles adiam a pavimentação de concreto de R$ 16 milhões;
- Deixam as estações e o Terminal Central (os outros R$ 38 milhões do PAC) no plano espiritual, sem data para nascer;
- E o passageiro ganha o direito de continuar mofando na calçada velha, contemplando o “nada” que foi adiado.
O usuário do transporte em Campinas virou um forte. Ele já aguenta as 25 mil multas das empresas atuais que a Emdec exibe como troféu na rádio, finge que não liga para a licitação de R$ 11 bilhões mofando no freezer do Tribunal de Contas (TCE-SP), e agora terá que virar fiscal de canteiro de obras fantasma.
Ficou lindo o cenário: na calçada da Anchieta, o trabalhador estica o pescoço para ver se o ônibus velho da vez vem vindo, enquanto admira a imensidão de uma rua que não recebeu obra nenhuma porque o início do “nada” foi transferido para a próxima quinzena.
Conclusão: A Inauguração da Placa de “Volto Logo”
Nenhum marqueteiro do governo Dário Saadi conseguiria prever o tamanho do vexame que é soltar um release oficial para adiar o vento. Se o concreto do secretário Barreiro for metade tão rígido quanto a capacidade da prefeitura de empurrar prazos com a barriga, Campinas vai ter uma pista para aguentar o apocalipse. O problema é chegar o dia de ver o primeiro caminhão betoneira dar ré na Irmã Serafina.
Dica do Gilberto: Se eu fosse o cidadão campineiro, já baixava um aplicativo de jogo de paciência. Porque se a prefeitura já está cansada e pedindo prorrogação antes de pegar na enxada, quando o quebra-quebra começar de verdade no Centro, a gente vai precisar de um calendário com o ano de 2030 na folhinha. Põe mais açúcar nesse pingado, padeiro, porque rir para não chorar está exigindo uma dose extra de glicose!





