A TV Assembleia, que mostra os feitos da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, publicou nesta última quarta-feira uma foto mostrando a visita do presidente da Casa ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.
O deputado Luiz Arthur Abi Chedid, filho de Marco Antônio Nassif Abi Chedid, apontado como proprietário da empresa Sancetur, vencedora da licitação do transporte coletivo urbano de Campinas, foi recebido pelo vice-presidente do TCE, Dimas Ramalho.
De acordo com a publicação, o encontro foi institucional, no âmbito dos meios de comunicação com o objetivo de ampliar a transparência na divulgação de informações das duas Casas.
“Durante o encontro, foram debatidas iniciativas voltadas ao fortalecimento da comunicação institucional e à valorização do rádio e da televisão como importantes instrumentos de informação e aproximação entre as instituições públicas e a sociedade”, diz a publicação.
O problema do encontro é que Dimas Ramalho, que já foi deputado estadual, é quem está cuidando do processo investigatório da licitação do transporte coletivo de Campinas, que segue barrado.
O encontro do filho de Marco Abi Chedid com Dimas reforça suspeitas. Nas denúncias em vídeos gravados dentro da garagem da empresa Smile, o nome do conselheiro é citado mais de uma vez.
As denúncias mostraram que pessoas ligadas à Smile tinham interesse em conversar com o cunhado de Dimas para tentar “destravar” a licitação para acelerar o processo.
Na ocasião, Dimas divulgou uma nota esclarecendo que não conhece nenhum dos envolvidos e tampouco tem qualquer relação com tais pessoas, sem ligação com qualquer outro processo sob a sua responsabilidade.
Não é de hoje que a família Chedid mistura relações institucionais com políticas. O atual prefeito de Bragança Paulista, ex-deputado estadual Edmir Chedid, já foi dono da empresa de ônibus Fênix.
Recentemente, a empresa foi dissolvida em dois grandes lotes: as linhas rodoviárias e suburbanas foram vendidas à Piracicabana, do Grupo Comporte e as operações urbanas foram para a Sancetur, do seu primo Marco Abi Chedid, exceto na operação de Serra Negra, que ficou com a Trans Locave, do grupo Transmimo.
As próximas decisões do TCE poderão corroborar ou não com a narrativa que está em andamento. A parte criminal do processo está nas mãos do Ministério Público.
Da Redação ODC.
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