A prefeitura de Campinas sucateou o transporte coletivo de forma proposital, aliada a uma gestão fraca e pouco técnica na Emdec, que é a responsável pelo setor.
Cinco pontos provam que o sucateamento foi feito de forma proposital, com o objetivo de inserir à força novas empresas na cidade e moldar a opinião pública para viabilizar isso:
1 – RECUSA DE FINANCIAMENTO FEDERAL
A própria prefeitura fez o pedido de financiamento junto ao governo federal, e quando o mesmo foi concedido, acabou sendo recusado com várias desculpas esfarrapadas e sem pé e nem cabeça. Ninguém investigou, a Câmara subserviente não falou nada a respeito e o assunto morreu. O dinheiro seria suficiente para a compra de mais de 500 ônibus zero quilômetro, e havia formas de pagar, porém a prefeitura recusou. Nos corredores do poder, há comentários de que o dinheiro foi recusado por ser “federal”, e que o prefeito, ligado à direita, não queria seu nome ligado a verbas advindas do governo de esquerda.
2 – OCULTAÇÃO DE NOVA FROTA
Apesar dos vários problemas no transporte, desde 2019 a cidade recebeu ônibus zero quilômetro, mas ao contrário do que sempre foi feito, a própria prefeitura se recusou a apresentar os novos veículos à população. Houve caso em que uma empresa chegou a preparar os veículos para apresentação, mas a Emdec determinou a colocação imediata para operação, alegando que o “importante é rodar”.
3 – SUBSÍDIO SEM DIRECIONAMENTO
Mesmo sabendo os problemas da frota de ônibus de Campinas, o subsídio concedido pela prefeitura não tem o devido direcionamento. Os valores são repassados para as empresas, que usam os recursos da forma que acham melhor, obviamente que dentro dos limites determinados pela lei. Não houve direcionamento de verba específica para renovação de frota e nem para reparos mecânicos, o que poderia melhorar consideravelmente os índices de cumprimento de viagem. Dessa forma, a “bomba” é transferida para as empresas, que acabam fazendo o que está dentro das possibilidades.
4 – ATENDIMENTO A VEREADORES
As linhas de ônibus da cidade estão um verdadeiro caos, mas cada vez mais vereadores são atendidos com o objetivo de agradar a currais eleitorais. Enquanto isso, pedidos óbvios das próprias empresas para melhorar a operação são sumariamente negados, conforme dados obtidos com exclusivamente pela equipe do ODC. O último exemplo é a mudança da linha do Maria Rosa, que deixará de atender um condomínio inteiro para atender ao interesse exclusivo de um vereador da base do governo.
5 – OMISSÃO PROPOSITAL
O contrato do transporte público tem várias cláusulas que autoriza a municipalidade a tomar providências quando necessário, inclusive o mecanismo de intervenção. Mesmo assim, a prefeitura e a Emdec preferiram deixar o sistema “se enforcar” sozinho, com fiscalização precaríssima, falta de informações e imposição de multas esdrúxulas, para que o sistema entre cada vez mais no buraco e dessa forma avalizar a entrada de novas empresas, mesmo que problemáticas, mas que atendem a interesses políticos escusos. Além disso, isso faz a festa dos “influenciadores” da cidade, que vivem postando tudo o que há de negativo no transporte, potencializando ainda mais os problemas.
O circo está armado, e a prefeitura está armada, com muito dinheiro. Os influenciadores e a imprensa local agradecem.
Da Redação ODC.
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