Os debates sobre política na cidade de Campinas sempre foram muito calorosos, sobretudo quando diz respeito ao foro local. Quem foram os melhores e os piores prefeitos campineiros é um dos debates que mais estão na boca do povo, sobretudo dos mais experientes.
Hoje em dia os mais novos não estão muito preocupados com a história, e acabam procurando saber apenas de fatos mais recentes, tanto que conseguiram eleger vários políticos ruins e de baixa performance. Basta olhar para a composição da Câmara dos Vereadores, que mantém hoje uma das piores legislaturas da história.
A política campineira sempre fez parte da história nacional, com políticos de alta performance, influentes e que realmente trabalharam pelo Brasil e pelo Estado de São Paulo se tornando deputados com ampla votação. Hoje, vereadores ruins querem ser deputados apenas para manter a “boquinha” na velha política, mas levantando a bandeira de “nova política”.
Já no executivo, a situação não é muito diferente. Campinas já teve grandes e péssimos prefeitos, e atualmente mantém um mandatário que não se preocupa muito com as áreas mais longínquas.
É fato que a cidade se expandiu rapidamente para as áreas fronteiriças e sem nenhum planejamento. A situação piorou durante o segundo mandato de Francisco Amaral, que tentou “resolver” o problema da falta de habitação tolerando invasões de áreas particulares sem qualquer infra-estrutura. Os hoje bairros lindeiros ao Parque Oziel é o maior exemplo disso.
Quando a área particular começou a ser ocupada de forma desordenada e clandestina, a prefeitura não interveio e ainda celebrou como se fosse um grande ato em prol da habitação na cidade. Essa foi uma das maiores irresponsabilidades da história da cidade, pois o problema foi empurrado para os governos seguintes.
Apenas depois de mais de 20 anos que a situação foi regularizada, com a emissão dos títulos de posse definitiva. Francisco Amaral fez diferente em seu primeiro mandato, onde distribuiu bairros inteiros, como a chamada Cidade Anchieta, no distrito de Nova Aparecida. O que muita gente esquece é que ali a obra só foi viabilizada graças a muito dinheiro federal investido. Munícipes da época acreditam até hoje que a Cohab pagou tudo sozinha.
Já Dário Saadi tem um governo voltado aos que menos precisam. Obras em bairros mais abastados mostram isso, sobretudo do setor viário. As autorizações para as construções de edificações em detrimento à história também estão cada vez mais comuns, principalmente na região do Cambuí. É só ver o quanto a Avenida Julio de Mesquita está sendo desfigurada pela especulação imobiliária.
O transporte público falido expõe o quanto a Emdec é elitista e contra a população, não tomando as providências que deveriam ser suas prerrogativas. Na saúde, a situação cada vez pior com a população abandonada nas filas dos hospitais mal cuidados. Mas quem está na frente de tudo isso é um secretariado incompetente.
Basta ver quem são os secretários do atual governo, quase todos advindos de famílias abastadas da cidade e que têm grande compromisso com seus próprios negócios com o objetivo de manter os nomes das suas famílias em alta, mesmo que a cidade perca. Totalmente fora da realidade, esse secretariado se preocupa em fazer eventos megalomaníacos, como a “feira de inovação” ao invés de tapar buracos na periferia.
Diante desse cenário, é bastante tênue a linha que divide os péssimos prefeitos desta cidade. Campinas já teve muita gente ruim no poder, mas é hora de começar a pensar se a situação ainda pode piorar.
Da Redação ODC.
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