O desmonte do transporte público em Campinas para atender a interesses escusos não é uma novidade. Isso já aconteceu no passado e voltou com força total com o escândalo que está na mídia local.
Antigamente, a prefeitura tomava as providências necessárias para garantir a qualidade do serviço, como por exemplo as várias intervenções realizadas ao longo dos anos 1980.
Em 1989 a prefeitura tomou a decisão mais incisiva da sua história ao garantir o transporte circulando mesmo com um locaute dos empresários da época, que simplesmente levaram os ônibus embora durante uma madrugada de agosto.
O então prefeito Jacó Bittar requisitou à força a frota que ainda tinha restado, e pediu ônibus emprestados ao Governo do Estado e à Prefeitura de São Paulo, que juntos enviaram 200 veículos para atender a cidade durante a crise.
Tais ações são previstas em contrato, mas os interesses financeiros dos agentes públicos impedem que qualquer providência seja tomada. A desculpa é sempre a mesma: “hoje não se faz mais isso”. Não faz porque não querem.
Em 1997, com a chegada do transporte clandestino, o transporte regular também sofreu um processo de desmonte acelerado pela dupla Francisco Amaral – Amando de Telles Coelho, então prefeito e secretário de transportes, respectivamente.
As ações com o objetivo de mitigar a clandestinidade no transporte nunca foram instauradas, jogando o sistema em um caos que parecia infinito. Tudo começou a mudar apenas em 2001, com a chegada de Toninho ao poder. O mesmo reorganizou o sistema de forma geral, exigiu ônibus zero quilômetro e apresentou à população como parte do compromisso pela melhoria do serviço.
Apesar dos esforços para melhorar o serviço, que foram intensificados com a licitação de 2005 durante o governo Hélio de Oliveira Santos, em 2013 houve o início de um novo desmonte com o objetivo de favorecer outras empresas externas com interesses político-partidários.
A gestão da Emdec durante o governo Jonas foi péssima, com Carlos José Barreiro à frente. Sem qualquer experiência no setor, Barreiro liderou um processo de sucateamento do transporte com o objetivo de moldar a opinião pública de forma negativa.
Entregas de novos ônibus foram barradas a partir de 2015, quando foi realizada a última. A publicidade positiva do transporte foi simplesmente engavetada para sempre. Foi aí que a opinião pública começou a mudar para pior.
A mudança do prefeito após as eleições de 2020 não mudaram muita coisa, muito pelo contrário. Com o fracasso proposital da licitação de 2019, feita à força após ordem judicial, a bomba ficou para o governo Dário, que prosseguiu com o projeto de sucateamento.
A essa altura, o transporte escolar já estava nas mãos de várias empresas, entre elas a Smile Turismo, que havia tido um período de baixa após uma matéria revelando um escândalo e exibida no programa Fantástico, da Rede Globo.
Em 2023 a situação piorou após o esvaziamento da licitação do transporte. Não houve interessados, e a prefeitura acusou as atuais operadoras de “boicote” ao processo. O sucateamento do sistema foi acelerado após essa episódio.
Pedidos de mudanças protocolados pelas empresas concessionários começaram a serem negados de forma sucessiva, enquanto os vereadores passaram a ter “porta livre” para que seus interesses fossem atendidos. Em contrapartida, a Câmara passou a aprovar tudo o que era de interesse da municipalidade, sem muita discussão.
No ano de 2025 começaram a pipocar vídeos e mais vídeos de ônibus quebrados ou avariados. O ODC levantou a hipótese de agentes da própria Emdec incentivarem a divulgação, já novamente com o objetivo de moldar a opinião pública contra as atuais operadoras. Com o novo edital publicado no final do ano e com a apresentação de propostas por novos “players” sem experiência em sistemas complexos, a suspeita aumentou.
O leilão realizado na B3 em março reforçou a ideia de formação de um possível cartel com combinação prévia de preços entre as operadoras de “fora”, eliminando as atuais. A desconfiança aumentou com a pressa da Emdec em “passar a boiada” com um amontoado de documentos cheios de problemas e erros.
Isso foi comprovado após a divulgação dos mesmos. Planilhas sem pé e nem cabeça, endereços falsos e/ou inexistentes eram apenas a ponta do iceberg do caos que foi instaurado após a divulgação de imagens de dentro da Smile Turismo, uma das vencedoras do certame.
Ficou bem claro que o projeto da Emdec era desacreditar as atuais operadoras através de um sistemática de sucateamento proposital e mudança da opinião pública, forçando a entrada de novas empresas “na marra”, como a única solução para o caos no transporte.
O projeto de poder veio à tona e envolve vereadores, agentes da EMDEC e até outros figurões do Primeiro Escalão. A justiça barrou a continuidade do processo licitatório, inclusive após ver a pressa da prefeitura em habilitar as empresas vencedoras mesmo com problemas nas diligências policiais. O processo era para ser bem mais rápido com o único objetivo de colocar as vencedoras sem qualquer critério técnico, apenas político.
O Ministério Público e o Tribunal de Contas foram avisados, e o processo segue parado. Enquanto isso, a Emdec finge normalidade e o prefeito se calou, como de praxe. A imprensa segue fazendo seu papel, denunciando e mostrando o escândalo.
Da Redação ODC.
Leia também: O desmonte do transporte público em Campinas para atender a interesses escusos não é uma novidade. Isso já aconteceu no passado e voltou com força total com o escândalo que está na mídia local.
Antigamente, a prefeitura tomava as providências necessárias para garantir a qualidade do serviço, como por exemplo as várias intervenções realizadas ao longo dos anos 1980.
Em 1989 a prefeitura tomou a decisão mais incisiva da sua história ao garantir o transporte circulando mesmo com um locaute dos empresários da época, que simplesmente levaram os ônibus embora durante uma madrugada de agosto.
O então prefeito Jacó Bittar requisitou à força a frota que ainda tinha restado, e pediu ônibus emprestados ao Governo do Estado e à Prefeitura de São Paulo, que juntos enviaram 200 veículos para atender a cidade durante a crise.
Tais ações são previstas em contrato, mas os interesses financeiros dos agentes públicos impedem que qualquer providência seja tomada. A desculpa é sempre a mesma: “hoje não se faz mais isso”. Não faz porque não querem.
Em 1997, com a chegada do transporte clandestino, o transporte regular também sofreu um processo de desmonte acelerado pela dupla Francisco Amaral – Amando de Telles Coelho, então prefeito e secretário de transportes, respectivamente.
As ações com o objetivo de mitigar a clandestinidade no transporte nunca foram instauradas, jogando o sistema em um caos que parecia infinito. Tudo começou a mudar apenas em 2001, com a chegada de Toninho ao poder. O mesmo reorganizou o sistema de forma geral, exigiu ônibus zero quilômetro e apresentou à população como parte do compromisso pela melhoria do serviço.
Apesar dos esforços para melhorar o serviço, que foram intensificados com a licitação de 2005 durante o governo Hélio de Oliveira Santos, em 2013 houve o início de um novo desmonte com o objetivo de favorecer outras empresas externas com interesses político-partidários.
A gestão da Emdec durante o governo Jonas foi péssima, com Carlos José Barreiro à frente. Sem qualquer experiência no setor, Barreiro liderou um processo de sucateamento do transporte com o objetivo de moldar a opinião pública de forma negativa.
Entregas de novos ônibus foram barradas a partir de 2015, quando foi realizada a última. A publicidade positiva do transporte foi simplesmente engavetada para sempre. Foi aí que a opinião pública começou a mudar para pior.
A mudança do prefeito após as eleições de 2020 não mudaram muita coisa, muito pelo contrário. Com o fracasso proposital da licitação de 2019, feita à força após ordem judicial, a bomba ficou para o governo Dário, que prosseguiu com o projeto de sucateamento.
A essa altura, o transporte escolar já estava nas mãos de várias empresas, entre elas a Smile Turismo, que havia tido um período de baixa após uma matéria revelando um escândalo e exibida no programa Fantástico, da Rede Globo.
Em 2023 a situação piorou após o esvaziamento da licitação do transporte. Não houve interessados, e a prefeitura acusou as atuais operadoras de “boicote” ao processo. O sucateamento do sistema foi acelerado após essa episódio.
Pedidos de mudanças protocolados pelas empresas concessionários começaram a serem negados de forma sucessiva, enquanto os vereadores passaram a ter “porta livre” para que seus interesses fossem atendidos. Em contrapartida, a Câmara passou a aprovar tudo o que era de interesse da municipalidade, sem muita discussão.
No ano de 2025 começaram a pipocar vídeos e mais vídeos de ônibus quebrados ou avariados. O ODC levantou a hipótese de agentes da própria Emdec incentivarem a divulgação, já novamente com o objetivo de moldar a opinião pública contra as atuais operadoras. Com o novo edital publicado no final do ano e com a apresentação de propostas por novos “players” sem experiência em sistemas complexos, a suspeita aumentou.
O leilão realizado na B3 em março reforçou a ideia de formação de um possível cartel com combinação prévia de preços entre as operadoras de “fora”, eliminando as atuais. A desconfiança aumentou com a pressa da Emdec em “passar a boiada” com um amontoado de documentos cheios de problemas e erros.
Isso foi comprovado após a divulgação dos mesmos. Planilhas sem pé e nem cabeça, endereços falsos e/ou inexistentes eram apenas a ponta do iceberg do caos que foi instaurado após a divulgação de imagens de dentro da Smile Turismo, uma das vencedoras do certame.
Ficou bem claro que o projeto da Emdec era desacreditar as atuais operadoras através de um sistemática de sucateamento proposital e mudança da opinião pública, forçando a entrada de novas empresas “na marra”, como a única solução para o caos no transporte.
O projeto de poder veio à tona e envolve vereadores, agentes da EMDEC e até outros figurões do Primeiro Escalão. A justiça barrou a continuidade do processo licitatório, inclusive após ver a pressa da prefeitura em habilitar as empresas vencedoras mesmo com problemas nas diligências policiais. O processo era para ser bem mais rápido com o único objetivo de colocar as vencedoras sem qualquer critério técnico, apenas político.
O Ministério Público e o Tribunal de Contas foram avisados, e o processo segue parado. Enquanto isso, a Emdec finge normalidade e o prefeito se calou, como de praxe. A imprensa segue fazendo seu papel, denunciando e mostrando o escândalo.
Da Redação ODC.
Leia também: O desmonte do transporte público em Campinas para atender a interesses escusos não é uma novidade. Isso já aconteceu no passado e voltou com força total com o escândalo que está na mídia local.
Antigamente, a prefeitura tomava as providências necessárias para garantir a qualidade do serviço, como por exemplo as várias intervenções realizadas ao longo dos anos 1980.
Em 1989 a prefeitura tomou a decisão mais incisiva da sua história ao garantir o transporte circulando mesmo com um locaute dos empresários da época, que simplesmente levaram os ônibus embora durante uma madrugada de agosto.
O então prefeito Jacó Bittar requisitou à força a frota que ainda tinha restado, e pediu ônibus emprestados ao Governo do Estado e à Prefeitura de São Paulo, que juntos enviaram 200 veículos para atender a cidade durante a crise.
Tais ações são previstas em contrato, mas os interesses financeiros dos agentes públicos impedem que qualquer providência seja tomada. A desculpa é sempre a mesma: “hoje não se faz mais isso”. Não faz porque não querem.
Em 1997, com a chegada do transporte clandestino, o transporte regular também sofreu um processo de desmonte acelerado pela dupla Francisco Amaral – Amando de Telles Coelho, então prefeito e secretário de transportes, respectivamente.
As ações com o objetivo de mitigar a clandestinidade no transporte nunca foram instauradas, jogando o sistema em um caos que parecia infinito. Tudo começou a mudar apenas em 2001, com a chegada de Toninho ao poder. O mesmo reorganizou o sistema de forma geral, exigiu ônibus zero quilômetro e apresentou à população como parte do compromisso pela melhoria do serviço.
Apesar dos esforços para melhorar o serviço, que foram intensificados com a licitação de 2005 durante o governo Hélio de Oliveira Santos, em 2013 houve o início de um novo desmonte com o objetivo de favorecer outras empresas externas com interesses político-partidários.
A gestão da Emdec durante o governo Jonas foi péssima, com Carlos José Barreiro à frente. Sem qualquer experiência no setor, Barreiro liderou um processo de sucateamento do transporte com o objetivo de moldar a opinião pública de forma negativa.
Entregas de novos ônibus foram barradas a partir de 2015, quando foi realizada a última. A publicidade positiva do transporte foi simplesmente engavetada para sempre. Foi aí que a opinião pública começou a mudar para pior.
A mudança do prefeito após as eleições de 2020 não mudaram muita coisa, muito pelo contrário. Com o fracasso proposital da licitação de 2019, feita à força após ordem judicial, a bomba ficou para o governo Dário, que prosseguiu com o projeto de sucateamento.
A essa altura, o transporte escolar já estava nas mãos de várias empresas, entre elas a Smile Turismo, que havia tido um período de baixa após uma matéria revelando um escândalo e exibida no programa Fantástico, da Rede Globo.
Em 2023 a situação piorou após o esvaziamento da licitação do transporte. Não houve interessados, e a prefeitura acusou as atuais operadoras de “boicote” ao processo. O sucateamento do sistema foi acelerado após essa episódio.
Pedidos de mudanças protocolados pelas empresas concessionários começaram a serem negados de forma sucessiva, enquanto os vereadores passaram a ter “porta livre” para que seus interesses fossem atendidos. Em contrapartida, a Câmara passou a aprovar tudo o que era de interesse da municipalidade, sem muita discussão.
No ano de 2025 começaram a pipocar vídeos e mais vídeos de ônibus quebrados ou avariados. O ODC levantou a hipótese de agentes da própria Emdec incentivarem a divulgação, já novamente com o objetivo de moldar a opinião pública contra as atuais operadoras. Com o novo edital publicado no final do ano e com a apresentação de propostas por novos “players” sem experiência em sistemas complexos, a suspeita aumentou.
O leilão realizado na B3 em março reforçou a ideia de formação de um possível cartel com combinação prévia de preços entre as operadoras de “fora”, eliminando as atuais. A desconfiança aumentou com a pressa da Emdec em “passar a boiada” com um amontoado de documentos cheios de problemas e erros.
Isso foi comprovado após a divulgação dos mesmos. Planilhas sem pé e nem cabeça, endereços falsos e/ou inexistentes eram apenas a ponta do iceberg do caos que foi instaurado após a divulgação de imagens de dentro da Smile Turismo, uma das vencedoras do certame.
Ficou bem claro que o projeto da Emdec era desacreditar as atuais operadoras através de um sistemática de sucateamento proposital e mudança da opinião pública, forçando a entrada de novas empresas “na marra”, como a única solução para o caos no transporte.
O projeto de poder veio à tona e envolve vereadores, agentes da EMDEC e até outros figurões do Primeiro Escalão. A justiça barrou a continuidade do processo licitatório, inclusive após ver a pressa da prefeitura em habilitar as empresas vencedoras mesmo com problemas nas diligências policiais. O processo era para ser bem mais rápido com o único objetivo de colocar as vencedoras sem qualquer critério técnico, apenas político.
O Ministério Público e o Tribunal de Contas foram avisados, e o processo segue parado. Enquanto isso, a Emdec finge normalidade e o prefeito se calou, como de praxe. A imprensa segue fazendo seu papel, denunciando e mostrando o escândalo.
Da Redação ODC.
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