O Ministério Público do Estado de São Paulo e o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo seguem investigando supostas irregularidades em um dos consórcios participantes da licitação do transporte coletivo urbano de Campinas.

De acordo com a prefeitura de Paulínia, foram identificadas falhas que caracterizavam fraude, incluindo erros grosseiros no preenchimento de documentos.
A empresa recorreu e conseguiu uma liminar na Justiça para poder participar do certame, mas mesmo assim perdeu o processo. Curiosamente, a empresa já tinha guardado em um galpão um lote com dezenas de ônibus zero quilômetro.
Na época vazou nas redes sociais a foto com os veículos guardados e com uma pintura alusiva à cidade de Paulínia e com o nome da S.T.P., na mesma fonte da atual Rhema Mobilidade, que participa de um consórcio na licitação de Campinas.
Com o naufrágio das intenções em Paulínia, os veículos foram distribuídos por outras operações do grupo, e uma das empresas beneficiadas foi a Nova Via, que foi comprada do grupo da Sertran Transportes no ano seguinte.
A Nova Via opera o transporte urbano da cidade de Santa Bárbara D’Oeste, também na região de Campinas. Outra parte dos veículos foi levada para o início das operações na empresa Transporte Coletivo Grande Marília, adquirida do Grupo Comporte.
Inclusive um dos administradores da empresa em Marília passou a trabalhar para o novo grupo administrador e esteve presente no leilão campineiro na sede da B3, batendo o martelo juntamente com os demais sócios da empresa.
A pintura dos ônibus da Nova Via e da Grande Marília foram reaproveitadas da S.T.P. de Paulínia, reforçando a ligação entre as empresas, mesmo sem a formalização do vínculo societário em documentos na Junta Comercial do Estado de São Paulo.
As entranhas entre as participantes do certame campineiro foram levantadas pelo Tribunal de Contas do Estado e está aguardando pronunciamento da prefeitura de Campinas.
Da Redação ODC.
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