A má vontade da prefeitura de Campinas em ao menos tentar resolver o problema do transporte público reflete diretamente na qualidade do serviço.
Durante as eleições de 2024, um dos motes da campanha do prefeito Dário Saadi foi justamente a compra de 512 novos ônibus com dinheiro federal, advindo de um financiamento.
Porém, depois que a eleição passou e o mandatário do Palácio dos Jequitibás foi reeleito ainda no primeiro turno, por uma população “aparentemente satisfeita” com o fraco governo, tudo mudou.
Poucas semanas depois da eleição, o dinheiro foi simplesmente “dispensado”. A prefeitura arrumou as desculpas mais ridículas possíveis para não comprar os ônibus.
De início, houve reunião com os concessionários do transporte coletivo urbano da cidade e com os permissionários do transporte alternativo a fim de ‘empurrar’ esse financiamento para eles.
Obviamente não houve acordo, pois em um sistema completamente falido, como que as empresas e os cooperados vão assumir a responsabilidade pela compra de novos veículos?
E se após a licitação, que ainda não tinha ocorrido, as empresas ficassem de fora, da mesma forma elas teriam que ficar com um monte de veículos novos sem uso e ainda com dívida em aberto?
A prefeitura tinha total condição de fazer o financiamento em seu nome como frota pública, assim como outras cidades tem feito, mas faltou vontade política para tal.
A desculpa de que não se podia dar patrimônio público como garantias é completamente descabida. Hoje Campinas já poderia estar com vários coletivos novos nas ruas, mas preferiu-se manter um sistema completamente precário e perigoso.
Da Redação ODC.
Leia também: 10 coisas que a Emdec pode implantar agora para melhorar o transporte, mas não faz porque não quer





