A falta de transparência na licitação do transporte coletivo urbano em Campinas, a cada dia que passa, aumenta as suspeitas de irregularidades no processo.
Tais declarações acabaram caindo em descrédito, pois o processo está em um espiral de desconfiança. Enquanto Jundiaí já terminou sua análise documental, mesmo tendo iniciado o processo licitatório junto com Campinas, a suspeita de maquiagem fica cada vez mais forte.
De acordo com o edital de licitação do transporte campineiro, a análise de documentos deveria ser concluída em até 30 dias, porém esse prazo já se expirou há semanas.
A suspeita é de que o processo de análise esteja sendo moldado aos interesses das empresas vencedoras do leilão e da própria prefeitura. As declarações do prefeito Dário Saadi aumentaram ainda mais as suspeitas de que é isso o que está ocorrendo.
Depois da análise, será aberto o prazo de três dias para a interposição de recursos, sempre de forma unicamente protocolar, pois se a Emdec já está demorando para “analisar” documentos, certamente irá receber os recursos e os ignorará.
Por conta disso, as denúncias levadas ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado são os caminhos para dar mais transparência ao processo.
Até o presente momento, nenhuma informação ou documento foi apresentado pela municipalidade à população, que aguarda ansiosamente o desfecho do caso.
Apesar de tudo, o ODC já adianta o que irá acontecer: a Emdec e a prefeitura vão aprovar, a qualquer custo, as novas empresas e consórcios e esticará o prazo ainda mais para que as mesmas possam assumir as linhas municipais, contrariando o próprio edital que estabelecia 180 dias de transição.
O prazo de prorrogação do atual contrato por dois anos não foi por acaso. Se a transição será mesmo de 11 meses, um emergencial de 12 meses seria mais do que suficiente.
É a Emdec e os vereadores tentando mais uma vez enganar a população com o mesmo discurso vazio de sempre. E lá vão R$ 11 bilhões para os bolsos de conchavos políticos e empresários amigos que já têm contratos com a prefeitura.
Da Redação ODC.
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