Operação da Emdec com ônibus de cooperativas não teve caráter técnico, e sim midiático

O PAESE, plano de ação colocando em prática pela Emdec há algumas semanas para “cobrir” voltas das empresas concessionárias com veículos de cooperativas, não teve caráter técnico.

De acordo com o apurado pela equipe do ODC junto a interlocutores dentro da Emdec, o objetivo foi apenas “dar um susto” nas empresas para que elas renovassem a frota e fizessem a manutenção dos veículos.

A forma como a tal programação foi feita já levantou suspeitas. Nos primeiros dias, pouquíssimos veículos estavam nas ruas dando “apoio” e rodando praticamente vazios.

Depois de uma cobrança feita através de matéria veiculada no ODC, a Emdec passou a colocar mais veículos em mais linhas, porém com resultados completamente desastrosos.

A maioria dos veículos de cooperativas que circularam em linhas de empresas concessionárias tiveram números ridículos de passageiros transportados. Alguns rodaram completamente vazios.

A falta de organização na tal “operação emergencial” chamou a atenção, pois quando é feita, previamente acontece uma preparação e as linhas são definidas em conjunto entre operadores e poder concedente.

Tudo foi tão amador que alguns veículos chegaram a circular sem qualquer identificação, ou seja, operaram sem itinerário indicando e nem uma placa ou papel. Apenas estavam “circulando”.

Na ocasião, o ODC denunciou que tal operação tinha unicamente como objetivo “gerar mídia” para mostrar que a Emdec estava “trabalhando” em prol de uma “melhora artificial” do sistema.

A equipe do ODC obteve junto a algumas cooperativas, sob condição de anonimato, os e-mails mostrando a requisição de carros para estarem em terminais, mas sem linhas definidas.

Os veículos reservas das cooperativas deveriam estar em locais e horários previamente determinados pela Emdec, porém com linhas a serem definidas na hora. A equipe do ODC chegou a ver veículos operando sem qualquer indicação de linha, fora das rotas das concessionárias e com poucos passageiros.

Depois do “susto”, a operação foi cancelada de forma sumária. A suspeita de ingerência nessa “operação” ficou no ar pois praticamente nada mudou desde então. Foi uma situação completamente amadora e que deveria ser investigada pelos poderes competentes.

Da Redação ODC.
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