Mesmo com todas as evidências mostrando a realidade da licitação do transporte coletivo urbano de Campinas, a prefeitura deverá seguir o caminho político.
Por conta disso, a população está apta a fazer apresentação de recursos via Ministério Público ou Tribunal de Contas, já que não é possível contestar mais o resultado, por pior que seja para a própria municipalidade.
A prefeitura já acertou tudo entre as empresas vencedoras, que são do seu interesse particular, atendendo a espectros políticos das mais diversas vertentes.
Diante de tal cenário, a prefeitura irá recusar todos os recursos apresentados, independente dos argumentos levantados, já que fez a habilitação das mesmas “a toque de caixa”.
Além disso, a dificultação do acesso da população aos documentos das diligências policiais aumenta a desconfiança e deixa o processo ainda mais obscuro.
Com a recusa de todos os recursos, por mais óbvios que possam parecer a fim de indicar as irregularidades presentes, a prefeitura fica livre para fazer a homologação final e a posterior assinatura de contratos.
Dessa forma, as empresas vencedoras terão em mãos R$ 11 bilhões para gerenciar um sistema de transporte falido e que não irá melhorar, mas agradará vereadores e os mais altos escalões políticos da cidade.
Um dos vencedores da licitação já foi vereador e presidente da Câmara de Campinas, tendo forte ligações políticas com a cidade, e também já teve contrato no transporte escolar, assim como a outra vencedora.
A única instituição capaz de corrigir esse enorme erro que a prefeitura quer implantar em Campinas a todo custo é o Ministério Público, que segue investigando tudo, mas sob sigilo.
Da Redação ODC.
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