O canal de televisão TH+, afiliada da Rede Record em Campinas e região, divulgou nesta última quinta-feira mais um trecho do vídeo capturado dentro da sede da empresa de ônibus vencedora da licitação do transporte urbano da cidade, onde o vereador Vinicius de Oliveira esteve presente para uma “reunião a portas fechadas”.
O problema é que ainda há várias perguntas sem respostas. O ODC lista 12 dúvidas que ainda se mantém, pois nem a matéria na TV explicou, tampouco o vereador em seu vídeo bastante evasivo:
1 – O vereador alegou que o tal pacote retirado na sede da empresa de ônibus, no caso a Rhema Transportes, tinha pen drives com “denúncias”. Qual o conteúdo desses pen drives, já que se trata de um homem público retirando material em uma empresa particular?
2 – Por quê o vereador, como homem público fez uma visita particular a portas fechadas em uma empresa de ônibus que está sendo investigada pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas do Estado e que foi vencedora do certame do transporte campineiro?
3 – Mesmo alegando apenas “retirada” de materiais, por quê o vereador não enviou um assessor ou qualquer outra pessoa para tal ato?
4 – De onde saíram as imagens da tal reunião, pois aparentemente são oriundas de um circuito de segurança da própria empresa?
5 – Por quê a empresa iria se auto incriminar em uma situação dessa, sabendo que está em um processo licitatório sob investigação e já com a credibilidade desgastada?
6 – Por quê a emissora de televisão não mostrou a imagem dos empresários envolvidos na reunião?
7 – Na segunda parte do vídeo, há a declaração dos empresários de que o vereador saiu do local com R$ 20 mil e dois chocolates. Falta o esclarecimento do vereador acerca dessa declaração.
8 – Se os documentos e pen drives retirados são para o vereador entrar com uma ação no Ministério Público contra a “máfia do transporte”, por quê os próprios donos ds Rhema não fizeram isso, já que qualquer pessoa pode entrar com o pedido de investigação no órgão e ainda usou um vereador para isso?
9 – Por quê o vereador aceitou ser usado por uma empresa de ônibus para obter tais arquivos sobre a suposta “máfia dos transportes” e praticamente “trabalhar” para ela, fazendo esse ingresso no Ministério Público?
10 – Por quê o vereador insiste em dizer que está sendo ameaçado por um empresário de ônibus, porém não apresenta provas sobre isso, e mantém contatos com uma empresa concorrente?
11 – Até que ponto a Emdec não está envolvida no caso, depois de tantas ações favoráveis à empresa mostrada no caso, mesmo diante de tantas denúncias robustas?
12 – O que a Emdec fará a partir de agora, diante de mais esse caso envolvendo a empresa vencedora da licitação do transporte?
Com a palavra, os envolvidos.
Da Redação ODC.
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