O escândalo envolvendo o vereador Vinicius de Oliveira, mais conhecido como Vini, e a empresa de ônibus Rhema, vencedora da licitação do transporte urbano de Campinas, pode ter mais desdobramentos.
Não se sabe, até o momento, qual o conteúdo desse pacote. O vídeo mostra que o item foi retirado de uma pequena sacola de papel e colocado em uma bolsa.
O vereador foi até a sede da empresa de ônibus em companhia de um assessor. O caso caiu na boca da população rapidamente e influenciadores da cidade também divulgaram as imagens do escândalo.
Em seu perfil oficial em uma rede social, o vereador disse que deverá se pronunciar hoje, às 12 horas, e diz que irá ‘desmascarar a máfia do transporte coletivo de Campinas’ e que é alvo de uma campanha difamatória que tenta “acabar com a sua carreira”.
Além disso, invocou os nomes de Deus e do prefeito assassinado Antonio da Costa Santos, o Toninho, alegando que também pode ser alvo de atentado por “falar a verdade sobre o transporte”.
Até o presente momento o vereador não trouxe nenhuma novidade sobre o setor, apesar de falar muito e trazer pouco. Em uma audiência realizada na Câmara na segunda-feira, Vinicius tentou constranger o presidente da Emdec, Vinicius Riverete, e o secretário de transportes, Fernando de Caires.
Com perguntas completamente evasivas e sem nexo, Vinicius começou a levantar hipóteses de fatos relatados e já públicos de mais de duas décadas atrás com o objetivo de deixar os líderes do transporte campineiro sem respostas concretas, gerando engajamento em seus vídeos.
Na edição de seus vídeos, tudo ficou fora de contexto, colocando Riverete e Caires em situação vexatória, porém mais uma vez nada foi apresentado sobre a suposta “máfia do transporte”.
A questão agora é: até onde pode respingar o escândalo do “Rhemagate”? Há agentes da Emdec envolvidos no caso para passar a licitação para frente a todo custo?
O ODC vem denunciando sistematicamente a situação comprometedora da licitação do transporte de Campinas, com várias irregularidades em um dos consórcios, do qual a Rhema faz parte.
Mesmo assim, o prefeito Dário Saadi sai em defesa dos vencedores, alegando que ambas “têm o direito de assumir” as linhas da cidade. A justiça já concedeu liminar suspendendo prazos recursais e o Ministério Público continua investigando o certame.
Há ainda procedimento em andamento no Tribunal de Contas do Estado, que suspendeu a homologação das vencedoras até que tudo fique devidamente claro.
Na semana passada a prefeitura e a Emdec já foram acusadas de cercear o direito de acesso aos documentos públicos das diligências e planilhas apresentadas pelas vencedoras.
Apesar de públicos, a prefeitura exige vários dados pessoais para verificar a possibilidade de liberação dos documentos, o que é ilegal, por serem itens que deveriam ser abertos ao povo.
Isso aumentou ainda mais a desconfiança de irregularidades no processo. Com o escândalo do “Rhemagate” divulgado pela imprensa nesta quarta, fica praticamente impossível garantir a lisura do processo.
Com a palavra, a Emdec.
Da Redação ODC.
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