Conforme previsto, a Câmara dos Vereadores de Campinas aprovou na noite desta última quarta-feira, dia 15/04, o projeto de lei complementar que prorroga por 2 anos o atual contrato do transporte coletivo urbano.
A prefeitura tem insistido nesse termo “transição” mesmo sabendo de todas as possíveis irregularidades que envolvem o processo de licitação do setor, amarrado pela Emdec.
Como também é sabido, o comando da Emdec é nomeado pelo prefeito municipal, e em caso de algum problema após o final das investigações do Ministério Público e do Tribunal de Contas, o chefe do executivo também poderá ser responsabilizado.
Já caiu na “boca do povo” as possíveis irregularidades do processo, inclusive a prorrogação de dois anos do atual contrato, pois ninguem acredita nessa tão falada “transição”.
A presidência da Emdec está ignorando toda e qualquer possibilidade de irregularidade e insiste em querer homologar empresas que podem ferir o erário público em bilhões de reais.
O prejuízo, como sempre, ficará no bolso do contribuinte, ao financiar empresas sob suspeita com conivência da prefeitura e da Emdec. A prorrogação do tempo para análise documental explica tudo.
Como a Emdec disse que não há mais prazo para a análise de documentos das duas empresas que venceram o certame, a suspeita ficou ainda maior e ‘casa’ com os dois novos anos de contrato com as atuais operadoras.
Uma das empresas vencedoras já tem um contrato milionário com a prefeitura no transporte escolar, e a outra tem fortes ligações políticas com o partido do prefeito.
As investigações seguem, e a população aguarda ansiosamente a melhoria do transporte, enquanto a Emdec prefere mostrar uma cidade inexistente aos secretários de transporte de São Paulo.
Da Redação ODC.
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