Cão policial da Guarda Municipal famoso em várias operações morre aos 7 anos de idade


O Canil da Guarda Municipal de Campinas está de luto. O cão policial (K9) Naruk morreu na tarde desta segunda-feira, dia 29 de janeiro. O pastor belga de malinois tinha 7 anos de idade e já estava afastado do trabalho policial desde agosto de 2022, quando ficou doente. Um cão policial ou cão polícia, é chamado em alguns países de língua inglesa como “K9”, e é criado e adestrado especificamente para ajudar a polícia e forças de segurança pública.

Naruk passou a ser integrante do Canil da GM em 5 de junho de 2017. Desde filhote, foi adestrado para o trabalho policial e, por cinco anos, atuou em operações da Guarda Municipal. Destemido e de personalidade forte, Naruk era preparado para qualquer situação.

Segundo um dos seus treinadores, o guarda municipal Fábio Risso, Naruk era um cão completo para a atividade policial. “Um excelente cão de faro, de proteção, de busca, estava sempre pronto a entrar em ação”, destacou Risso. “Se ele indicava que tinha entorpecente em algum lugar, pode ter certeza que a gente ia encontrar”, contou. “Além disso, foi uma amigão, um excelente parceiro de trabalho, deu muita alegria para o Canil”, completou.

Naruk marcou a carreira do guarda municipal Bathuel Silva, que o treinou desde pequeno. “Eu cresci junto com o Naruk. Procurei conhecimento e, a partir dele, motivado por ele, aprendi o adestramento de cão policial. Vai deixar saudade”, relembrou Bathuel.

Ao longo de sua carreira como cão policial, Naruk ganhou vários prêmios. Em 2018 foi o vencedor na categoria faro de entorpecentes no Campeonato das Guardas Municipais do Brasil. Em 2019, no mesmo campeonato, ele ficou em 3º lugar no faro de entorpecentes e 4º lugar em Agilidade; em 2020 alcançou a segunda posição em Agilidade no Campeonato das Guardas Municipais. Também em 2020, foi o terceiro lugar no faro de entorpecentes na cidade de Monte Mor.

Há um ano e meio, o cachorro ficou doente. A suspeita dos veterinários é que Naruk sofria de uma neoplasia na membrana que envolve o coração, o que fazia com que acumulasse líquido na caixa torácica, dificultando a respiração. Ele fazia tratamento com medicação, mas periodicamente era necessário fazer a drenagem do líquido. Nas últimas semanas, ele estava mais debilitado, até que não resistiu.

“Naruk fez a diferença no Canil. Ele deixou um legado. Perdemos um grande irmão de Guarda”, ressaltou Risso.

As informações são da Prefeitura de Campinas.
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