Com cidade embaixo d’água e sem dinheiro para obras contra enchentes, Campinas quer comprar prédio de jornal


Com dinheiro sobrando, a Prefeitura de Campinas publicou no Diário Oficial de ontem, 14/12, a declaração de utilidade pública do prédio do jornal Correio Popular, localizado na Rua Conceição.

Apesar da cidade estar se acabando em água, com alagamentos para todo lado e prejuízos para a população, a prefeitura achou mais importante proceder com a compra de um prédio antigo no Centro para abrigar cursos.

Curiosamente a publicação acontece um dia depois de ser divulgado que a verba para obras anti enchentes na cidade era de apenas R$ 2 mil. Isso mesmo, dois mil reais, provavelmente suficiente apenas para comprar aquelas placas “ÁREA SUJEITA A ALAGAMENTOS”. Esse valor consta no orçamento da prefeitura.

Isso acabou gerando um grande imbróglio pois antigos funcionários do jornal aguardam para receber suas rescisões e o pagamento do valor de R$ 9,4 milhões, de acordo com a avaliação oficial do bem, deverá ser feita em conta judicial. Dessa forma, a justiça irá ver a melhor serventia do dinheiro.

É curiosa a compra de um prédio enquanto a cidade sofre com vários pontos de alagamento, e o secretário responsável por essas obras simplesmente diz que tudo começa “no ano que vem”, mesmas desculpas dadas nos atrasos intermináveis das obras do BRT.

Além disso, é importante lembrar que esse mesmo secretário disse em entrevista a uma emissora de televisão da cidade que a população “deve evitar áreas de enchente”. Vejam:

“O esquema é evitar as regiões que têm problemas”.

“A população tem que procurar se conscientizar que quando começam as chuvas nessa época do ano, elas podem ser intensas e de curta duração, que causam os problemas. A recomendação principal, que é uma recomendação da própria defesa civil, é evitar as áreas que esse problema pode ocorrer.”

A fala é curiosa pois só faltou culpar a população pela enchente. Mas talvez seja mais interessante comprar prédios antigos do que terminar as obras paradas, como as do BRT, ou resolver problemas antigos, como os alagamentos.

Da Redação ODC.

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