Definidos bairros de Campinas que vão receber 4º mutirão contra Dengue

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A Secretaria de Saúde de Campinas definiu na tarde desta terça-feira, 30 de janeiro, as regiões que serão percorridas durante o 4º mutirão de 2024 para prevenção e combate à dengue. O próximo trabalho será realizada neste sábado, 3 de fevereiro, a partir das 8h.

A mobilização é nova iniciativa de guerra contra a doença e ocorre no bairro Jardim Pauliceia e trechos da Vila Castelo Branco e dos jardins Anchieta, Campos Elíseos, Nova Morada e Roseira. Os locais foram selecionados por causa do número de casos confirmados ou suspeitos de dengue nos últimos sete dias e o objetivo é mobilizar a população para cuidados.

O ponto de encontro das equipes será a Escola Municipal de Ensino Fundamental Padre Francisco Silva. Ela fica na rua Fornovo, 440, Vila Castelo Branco.

O mutirão neste sábado deve reunir pelo menos 100 agentes da Saúde, incluindo trabalhadores da empresa Impacto Controle de Pragas, que atuam nas visitas aos imóveis para orientação e eliminação de criadouros. Eles usam uniforme formado por camiseta branca, com logo da empresa, e calça na cor cinza. O pedido é para que a população colabore nos trabalhos.

A Administração repetirá a estratégia de usar drones para localizar grandes criadouros do mosquito Aedes aegypti como piscinas e caixas d’água em imóveis identificados como desocupados ou em situação de abandono. Com isso, chaveiros podem ser acionados e esta medida está respaldada em decisão judicial de 2020, proferida nos autos do processo judicial n.º 1005810-97.2014.8.26.0114, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas.

O mutirão será multisetorial e conta com apoio de profissionais das secretarias de Serviços Públicos, Habitação, Educação, Assistência Social e Trabalho e Renda, além da Guarda, Defesa Civil, Sanasa e Emdec.

Boletim 50

Na segunda-feira, 29 de janeiro, a Prefeitura emitiu novo alerta com bairros que apresentam alto potencial de transmissão da doença. O Alerta Dengue é o 50º desde que a ferramenta foi implementada como estratégia de enfrentamento às arboviroses. Ele reúne nesta edição:

  • Parque São Quirino e Vila 31 de Março (Leste)
  • Jardim Campineiro, Jardim São Marcos e Vila Esperança (Norte)
  • Jardim Rossin (Noroeste)
  • Jardim Nova Europa e Vila Campos Salles (Sul)
  • Cohab, Imperial Parque e Jardim Conceição (Sousas)
  • Vila União (Sudoeste)

O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) destacou que bairros indicados em boletins anteriores, assim como demais regiões de Campinas, precisam intensificar medidas preventivas, sobretudo combate aos criadouros do mosquito vetor da doença.

A divulgação do boletim semanal ocorre em meio ao número expressivo de casos confirmados. Desde 1º de janeiro foram contabilizados 1.263 infectados e nenhum óbito. Já em 2023 foram registrados 11.266 casos confirmados e três vidas perdidas.

1º LIRAa de 2024

A Saúde iniciou o primeiro LIRAa de 2024 na terceira semana de janeiro e estima finalizar o trabalho até a primeira semana de fevereiro. O coordenador do Programa de Arboviroses, Fausto de Almeida Marinho Neto, explicou que o levantamento é importante para mostrar a infestação do mosquito na cidade. A análise ocorre a partir de um sorteio amostral de quarteirões de todas as áreas de abrangência de todos os 67 centros de saúde.

“Por isso, é importante que a população colabore com os agentes da Saúde para que essa análise possa ser concluída e nos traga dados para o direcionamento de ações”, ressaltou.

Operação de guerra

Neste ano, a Administração já fez três mutirões como parte de uma operação de guerra. Desde 6 de janeiro, a Saúde visitou 8,8 mil imóveis, mas 4.518 (50,8%) deixaram de ser acessados porque os espaços estavam fechados, desocupados e por conta das recusas de moradores às equipes que realizam visitas para tentar eliminar possíveis criadouros.

Ao longo dos trabalhos, a Secretaria de Serviços Públicos recolheu 88,2 toneladas de materiais descartados irregularmente em áreas públicas. A lista de áreas alvo de mutirões em janeiro inclui: Jardim Santo Antônio, DICs 3, 4 e 5, trechos do DIC 6, Jardim Rosalina e Jardim Santos Dumont, Jardim Eulina, Jardim Quarto Centenário, Bonfim e Castelo.

E a vacina?

Campinas ainda espera resposta do Ministério da Saúde ao ofício enviado pelo prefeito, Dário Saadi, em que ele reivindica a entrega de vacinas contra a dengue para a cidade. A metrópole ficou de fora da lista de municípios contemplados com a 1ª dose.

Em comunicado, o governo informou que as regiões selecionadas atendem a três critérios: “municípios de grande porte, ou seja, mais de 100 mil habitantes, com alta transmissão de dengue registrada em 2023 e 2024, e com maior predominância do sorotipo DENV-2”. O público-alvo reúne crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações pela doença no País.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Campinas, a metrópole atende a maioria dos requisitos para recebimento dos imunizantes e a avaliação epidemiológica sinaliza a urgência de inclusão dela na relação de cidades. A exceção da lista é somente o indicador sobre o sorotipo DENV-2, que não circula no município desde 2021.

Pacote de ações

Em 19 de dezembro de 2023, Dário já havia anunciado um pacote de ações contra a dengue que inclui uma Sala de Situação para análise sistemática, reorganização da rede municipal de saúde e um novo site para divulgar informações.

O cenário pode piorar se houver reintrodução dos vírus tipos 3 e 4, não registrados localmente há 14 anos e nove anos, respectivamente, mas que já causaram infecções em outros municípios. Desta forma, os grupos mais vulneráveis são crianças, adolescentes e adultos que não tiveram contato com a doença antes. Há risco maior de dengue grave quando uma pessoa é infectada por tipo diferente ao anterior.

Combate à doença

A luta contra as arboviroses exige uma contrapartida da sociedade. A Prefeitura mantém um programa de controle e prevenção da doença, mas cada cidadão precisa colaborar destinando corretamente resíduos e evitando criadouros. Dados do Devisa mostram que 80% dos criadouros estão nas residências.

Para acabar com a proliferação do mosquito é preciso evitar qualquer acúmulo de água, principalmente em latas, pneus, pratos de plantas, lajes, calhas e outros objetos. É importante, também, vedar a caixa d’água e manter fechados vasos sanitários inutilizados.

Orientações sobre assistência

Caso o morador tenha febre e mais dois sintomas associados (dor de cabeça, dor no corpo, náusea, vômito, manchas no corpo, dor articular, dor atrás dos olhos), ele deve procurar um centro de saúde de Campinas para receber atendimento e orientações.

Por outro lado, se apresentar tontura, dor de barriga muito forte, vômitos repetidos, suor frio e sangramentos, a busca por auxílio deve ser feita em pronto-socorro ou em UPA.

Comitê de prevenção

Em 2015, a Prefeitura criou o Comitê de Prevenção e Controle das Arboviroses, que neste ano passou a se chamar Comitê Municipal de Enfrentamento das Arboviroses e Zoonoses.

O grupo reúne 14 secretarias: Governo; Saúde; Educação; Serviços Públicos; Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Gestão e Desenvolvimento de Pessoas; Administração; Comunicação; Trabalho e Renda; Esportes e Lazer; Cultura e Turismo; Habitação; Relações Institucionais, e Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos. Também participam Defesa Civil, Serviço 156, Rede Mário Gatti, Setec e Sanasa.

No comitê é discutida a situação epidemiológica da cidade e, com isso, são desencadeadas as ações intersetoriais e apoio para as ações da Secretaria de Saúde. Mais informações estão no site: https://dengue.campinas.sp.gov.br.

As informações são da Prefeitura de Campinas.
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