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      Dependência emocional: o que significa e como superá-la

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      Os problemas relacionados à saúde mental estão presentes em todo o mundo. O Brasil foi considerado o país mais ansioso no mundo no ano passado, com 9,3% da população apresentando sinais de ansiedade (OMS, 2021). Assim como a ansiedade, a dependência emocional também é um problema de saúde mental que afeta muitos brasileiros, sendo assuntos ainda “tabus”. 

      Dependência emocional pode ser caracterizada pela “necessidade e obsessão em outra pessoa para ser feliz. Ou seja, a felicidade de uma pessoa depende única e exclusivamente da outra e a pessoa afetada perde a capacidade de agir por si mesma ou de tomar decisões sozinho(a) e assumir responsabilidade por suas próprias ações. A autoestima também depende muito da opinião de outras pessoas”, explica a neuropsicanalista e psicoterapeuta com doutorado em Saúde Mental e Neuropsicanálise, Dra. Sandra Souza.

      Causas da dependência emocional

      Alguns fatores podem levar a pessoa a desenvolver dependência emocional. A neuropsicóloga relata que “A pessoa pode ter sido abandonada física ou emocionalmente na infância, ou ter tido experiências tão negativas quando mais jovem que, na vida adulta, elas se converteram em traumas e, para compensar essa falta de amor, a pessoa busca um parceiro capaz de amá-la sem necessitar de justificativas.” E ainda sugere que “a manutenção de uma boa saúde emocional é um método para evitar esta dependência emocional. É importante que na infância e adolescência (quando há um grande desenvolvimento emocional e de personalidade) seja alimentada a autoestima, o crescimento pessoal e a confiança, assim como a estabilidade para superar complexos e inseguranças.”

      Qual a diferença entre dependência emocional e codependência?

      A principal diferença entre a dependência emocional e a codependência é que, na codependência, ela se dá mutuamente, segundo a especialista neste assunto. “Em um casal, por exemplo, a dependência emocional e os comportamentos nocivos que ela desencadeia se manifestam em ambos. Os envolvidos acabam se sentindo presos à relação”, adiciona a Dra Sandra.

      Quando é a hora de procurar ajuda?

      Quando um ou mais dos sinais abaixo forem detectados:

      • Cuidado excessivo com o companheiro, priorizando-o e abrindo mão dos próprios planos.  
      • O foco da felicidade se concentra em uma única pessoa.  
      • Submissão e passividade, sem expressar opinião. O desejo do parceiro é mais importante.  
      • Facilmente manipulável.
      • Falta de objetivos pessoais e priorizando o objetivo dos outros. O que o companheiro pensa de você é o que mais importa.   
      • Sentir-se sozinho(a) quando não tem ninguém por perto. Medo da solidão e do abandono com vazio emocional. 
      • Excesso de ciúme e desejo de controle compulsivo. 
      • Extrema dificuldade de tomar decisões por si só e em relacionamentos. Assim, há necessidade constante de aprovação do companheiro em tudo o que faz e para se sentir bem e a pessoa não defende sua própria opinião. 
      • Oscilação de humor sendo esse ditado pelo do parceiro. 
      • Baixa autoestima e sentimento de inferioridade constante. Para se sentir bem, é necessário que haja amor do outro. 
      • Sentimento de insatisfação e tédio, com emoções reprimidas. 
      • Sentimento de negação e culpa. 

      Normalmente, as pessoas com dependência emocional procuram ajuda de psicólogo ou psicanalista que ajudam a superar os sintomas de depressão, ansiedade ou estresse, sem saber que a causa destes está em sua dependência. 

      “O tratamento é complexo e depende muito da cooperação do paciente, sendo o primeiro passo reconhecer a dependência. A terapia ajuda a encontrar padrões repetitivos de relacionamentos com dependência emocional, além de auxiliar na busca de alternativas sem que se fique preso em buscas por relações “que vão me fazer feliz”, como se a felicidade pudesse ser encontrada no outro”, acrescenta a neuropsicóloga. 

      “Outra maneira de superar a dependência emocional é focar mais em si mesmo, procurar atividades que contribuam com o autocuidado e não ter medo de incertezas e de fatores que não dependem da pessoa. O autoconhecimento ajuda a tomar responsabilidade sobre as próprias emoções e ações para que, em concomitância com o tratamento clínico, a pessoa possa vencer a dependência emocional.”

      Como escolher o profissional mais adequado?

      A maioria das pessoas com dependência emocional não sabem que a tem e pode até se recusar a aceitá-la quando alguém próximo percebe isso. A dependência emocional é como qualquer outro distúrbio de saúde mental – são doenças invisíveis que são difíceis de detectar devido à ausência de sintomas físicos.

      O profissional adequado é aquele com experiência e conhecimento na área, com boa capacidade de ouvir e identificar o problema, mesmo que este não seja a causa principal da visita ao profissional. O exame psicológico de um especialista é o que vai determinar o diagnóstico e indicar o melhor tratamento. 

      Portanto, a dependência emocional pode ter os sintomas camuflados, difíceis para a pessoa observá-los em si mesmo. Por isso é essencial a ajuda da família e amigos para identificar e recomendar ajuda profissional. 

      Para mais informações basta acessar: https://www.doctoranytime.com.br/s/psicologo 

       

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