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      Empresas que já operaram em Campinas

      Diversas empresas já operaram o sistema de transporte em Campinas.

      O ODC listou as histórias de algumas das empresas que operaram o sistema de forma regular em vários momentos da história, e não são levadas em conta as companhias que atuam hoje no sistema.

      Você tem alguma foto antiga do sistema de transporte de Campinas ou lembra de algum fato que seja relevante comentar aqui? Entre em contato conosco!

      Veja quais empresas operaram em Campinas

      Tempo de operação: 1977-1983
      Sede: Americana/SP

      A AVA – Auto Viação Americana venceu a concorrência feita em 1979 para permissão de operação de algumas linhas na cidade.

      Antes ela já operava linhas da região, sem regime permissionário regular.

      A empresa operou linhas da região do Distrito de Nova Aparecida até 1983, quando deixou as linhas para a Viação Santa Catarina.

      Razão Social: Viação Bonavita S.A. / Viação Bonavita de Transportes Urbanos
      Tempo de operação: 1978-1990
      Sede: Campinas/SP

      A Viação Bonavita também já operava linhas na cidade na época em que a CCTC alugava alguns trechos para empresas menores.

      Em 1979, foi contemplada com algumas permissões na região do Aeroporto de Viracopos e Estrada Velha de Indaiatuba.

      Em 1989, assumiu parte das linhas da CCTC, que deixou o sistema. Ela ficou com as linhas da região da Cooperativa Agrícola.

      Em 1990, o grupo Bonavita vendeu a empresa, porém o nome VBTU continuou vigente, mas sem o mesmo significado da sigla.

      Razão Social: Empresa Bortolotto de Viação Ltda.
      Tempo de operação: 1950-2005
      Sede: Campinas/SP

      Sobre o nome de Bortolotur, a empresa já operava as linhas de Sousas há muitos anos, independentemente das operações da CCTC na cidade.

      Em 1979, teve a situação regularizada dentro do sistema municipal e passou a adotar o nome Bortolotto. No sistema seguinte adotou a sigla EBVL.

      Operou na cidade até a implantação do sistema InterCamp, em 2005.

      Razão Social: Capritur Caprioli Transportes e Turismo Ltda.
      Tempo de operação: 1977-1983
      Sede: Campinas/SP

      Com uma empresa subsidiária, a Viação Caprioli operou na cidade até 1979 no mesmo sistema das demais empresas. As linhas operadas por ela compreendiam a região da Cooperativa Agrícola e parte do distrito da Área Cura, de Sumaré.

      Em 1976, consta que a empresa teve um carro apreendido por operar trecho na Cooperativa Agrícola — que seria da Viação Santa Catarina.

      Após 1979, a empresa ficou definitivamente com as linhas da região, deixando-as em 1983 para a CCTC operar.

      Quando a linha era operada pela CCTC. Foto: Acervo Grupo ‘Campinas Antiga’.

      Razão Social: Companhia Campineira de Transportes Coletivos
      Tempo de operação: 1951-1989
      Sede: Campinas/SP

      A CCTC, empresa do grupo da Viação Cometa, esteve sozinha no transporte campineiro por muitos anos. Chegou a cidade em 1951 por meio da compra das linhas da Viação Lira, que operava na cidade até então.

      Fechou a década de 50 com 16 linhas em operação, algumas delas em vigência até hoje.

      Em 1954, comprou as linhas de bonde da Cia. Campinas de Tracção, Luz e Força, incluindo 28 bondes, 13 linhas e 26km. de trilhos. Em 1960, reaproveitou a o ramal da Sorocabana até Cabras e fez a linha 14 de bondes.

      A CCTC chegou a ter 58km de linhas implantadas. Em 1964, com o crescimento da cidade, a empresa começou a desativar os bondes, até que em 24 de maio de 1968, à noite, o último bonde circulou pela cidade.

      Durante os anos 70 a empresa reinou absoluta na cidade.

      Além de operar da forma que queria, alugando linhas para outras empresas operarem trechos que não tinham asfaltamento ou eram muito distantes e pouco rentáveis, a CCTC fazia barganha com a prefeitura, renovando a frota apenas após generosos aumentos de tarifa. Mesmo assim, a população aprovava o serviço. Muitos usuários do transporte até hoje sentem saudade dos tempos da empresa.

      Em 1979, após muitas tentativas de quebra do monopólio, o então prefeito Francisco Amaral licitou as linhas da cidade e a CCTC perdeu a hegemonia.

      Porém, continuou operando mais da metade das linhas sozinha e ficou com as mais rentáveis. Em 1985, trouxe os primeiros CMA Scania para operar no Terminal Barão Geraldo nas linhas troncais.

      Os carros, todos vermelhos, foram apelidados de “boi vermelho”, apelido fresco na memória da cidade até hoje.

      Em 1987, foi formada a Câmara de Compensação Tarifária, onde as empresas iam fazer um depósito único dos valores recebidos de tarifa e depois ratear proporcionalmente, a fim de cobrir linhas deficitárias.

      Até então, cada empresa na cidade tinha um passe próprio, e o de uma empresa não era aceito na outra. A CCTC discordou da criação da câmara e anunciou a saída da cidade, o que ocorreu em 1989, com as linhas divididas entre três empresas.

      Razão Social: Companhia Campineira de Tracção, Luz e Força
      Tempo de operação: 1910-1954
      Sede: Campinas/SP

      A operação de bondes elétricos na cidade ficou a cargo da Cia. Campineira de Tracção, Luz e Força durante muitos anos. A cidade chegou a ter treze linhas de bondes.

      Parte dessas linhas passaram para linhas de ônibus, algumas operando até hoje. Em 1954, a CCTC comprou o sistema da prefeitura por Cr$ 3 milhões.

      Razão Social: CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos
      Tempo de operação: 2 dias em Novembro de 1989
      Sede: São Paulo/SP

      Campinas estava envolta a um locaute dos empresários do transporte e aproximava-se uma campanha de multivacinação, data em que os ônibus operavam gratuitamente para facilitar o deslocamento dos usuários.

      Como não havia ônibus na cidade, o então prefeito Jacó Bittar solicitou o empréstimo de ônibus do governo do Estado e da prefeitura de São Paulo, que era comandada pela também petista Luiza Erundina.

      A prefeita emprestou 100 ônibus à cidade, que circularam no final de semana da vacinação na cidade.

      Razão Social: EMDEC – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas
      Tempo de operação: 1990-1993
      Sede: Campinas/SP

      Com a saída da TUGRAN da região do Campo Grande, a Prefeitura colocou a EMDEC para operar no local, numa tentativa de municipalizar o transporte na cidade.

      Foi feito um acordo operacional com a URCA, que era dona de parte dos carros que operavam pela EMDEC.

      Assim, a empresa operou na região do Campo Grande por cinco anos e trouxe os primeiros três ônibus articulados da cidade, em 1990.

      A operação foi extinta em 1993 e as linhas foram repassadas à Viação Santa Catarina.

      Razão Social: EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos
      Tempo de operação: 9 dias, em Novembro de 1989
      Sede: São Bernardo do Campo/SP

      O então governador Orestes Quércia emprestou 100 ônibus da EMTU de São Paulo para operarem em Campinas durante o locaute de empresários do transporte na cidade.

      Os carros ficaram por nove dias, até que as empresas voltaram a operar normalmente.

      Razão Social: Ensatur Serrano
      Tempo de operação: 1977-1979 e 1987
      Sede: Campinas/SP

      A empresa operou algumas linhas na cidade até a regulamentação do setor, em 1979.

      Em 1987, a empresa colocou monoblocos O-364 zero km para operar em duas linhas da Viação Campos Elíseos sem autorização. A operação durou dois dias e a empresa foi cassada.

      Razão Social: FEPASA – Ferrovias Paulistas S/A
      Tempo de operação: 1990-1995
      Sede: São Paulo/SP

      A FEPASA operou o sistema de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) na cidade por cinco anos. O trajeto total implantado chegou a ligar a Estação Central, ao lado da Estação Ferroviária até a Estação Vila Rica, já próximo à Avenida das Amoreiras.

      O sistema mostrou-se deficitário por conta da falta de apoio do governo municipal após 1993.

      Com o sistema não sendo implantado em sua totalidade e com o fim da Fepasa, o sistema foi desativado e toda a infraestrutura abandonada. Com a construção dos corredores do BRT, em 2017, o leito foi transformado em avenidas e trechos com apenas circulação exclusiva de ônibus.

      Razão Social: Rápido Luxo Campinas
      Tempo de operação: 1977-2005
      Sede: Valinhos/SP

      A empresa sempre foi a mais correta da cidade, com operação exemplar e não se envolvendo em problemas com a prefeitura.

      No locaute de 1989, foi a única a não levar veículos embora da cidade.

      Sempre operou linhas da região do limite com a cidade de Valinhos. Depois da regularização em 1979, continuou com as mesmas linhas, até 2005, quando começou o InterCamp.

      Razão Social: Rápido Serrano Viação
      Tempo de operação: 1977-1982
      Sede: Campinas/SP

      A empresa operou linhas da zona rural durante um curto espaço de tempo.

      Após a regulamentação de 1979, continuou com as mesmas linhas rurais, na divisa com a cidade de Jaguariúna, até deixá-las para a CCTC operá-las.

      Razão Social: Transportes Urbanos Campinas
      Tempo de operação: 1989-2005
      Sede: Campinas/SP

      A empresa foi criada pela Rápido Luxo Campinas para operar o lote de linhas que herdou da CCTC em 1989. Operou com excelência na então área operacional 3. Em 1995 assumiu mais um lote de linhas, agora da Viação Itacolomy. Operou na cidade até 2005, quando começou o InterCamp.

      Razão Social: Transportes Urbanos Campina Grande
      Tempo de operação: 1988-1989
      Sede: Campinas/SP

      Sem dúvida foi a pior empresa que operou na cidade. Assumiu as linhas da região do Campo Grande depois que a Viação Campos Elíseos saiu da região.

      A empresa herdou carros da Campos Elíseos que já estavam em péssimo estado de conservação. Os carros constantemente quebravam e viviam encardidos de lama.

      Foi cassada um ano depois de começar a operar e de várias reclamações feitas. Seus donos fugiram da cidade.

      Razão Social: Viação Campos Elíseos
      Tempo de operação: 1989-2005
      Sede: Campinas/SP

      A empresa nasceu depois de uma recomendação para melhorar a imagem da Viação Campos Elíseos, que estava com uma péssima imagem perante à população.

      Nascia assim a URCA, que ganhou nova cor e iniciou um processo massivo de renovação de frota.

      Vários veículos articulados foram comprados para dar vazão aos deslocamentos do recém-inaugurado Terminal Ouro Verde. Formou a maior frota de ônibus articulados da cidade e atendeu a região que tem a maior demanda, que é a do Ouro Verde e do Distrito Industrial.

      Deixou a cidade quando começou o InterCamp.

      Razão Social: VBTU Transportes
      Tempo de operação: 1990-2005
      Sede: Campinas/SP

      Após a venda da parte urbana da Viação Bonavita, a sigla VBTU foi mantida pelos novos donos.

      A empresa sempre foi ligada à familia Constantino, uma das maiores donas de ônibus no país. Operou linhas em diversas regiões da cidade e sempre foi tida como uma empresa de má qualidade, com veículos velhos e sujos.

      Um dos primeiros ônibus de três portas de Campinas.

      Em 1998, comprou carros novos para operar a primeira linha interbairros da cidade, a 3.03 (Nova Aparecida – Terminal Barão Geraldo).

      Um ano antes criou uma subsidiária, a Viação Santos Dumont, com o objetivo de constituir uma empresa renovada, com nova frota e novo atendimento. A prefeitura não permitiu e assim voltou a ser tudo VBTU.

      Em 2000, assumiu 24 linhas da falida Viação Santa Catarina. Em 2005 deixou a cidade, assim que começou a operar o InterCamp.

      Razão Social: Viação Campos Elíseos
      Tempo de operação: 1974-1988
      Sede: Campinas/SP

      A Campos Elíseos operou na cidade durante muito tempo, antes mesmo da regulamentação do setor em 1979.

      A empresa já operava linhas alugadas da CCTC na região do aeroporto de Viracopos e na região do Ouro Verde, área até então extremamente distante, próximo ao Distrito Industrial da cidade.

      A VCE sempre teve carros muito precários, e assim continuou operando até 1988.

      Nos anos 80, a empresa era campeã de reclamações por conta da condição dos veículos. Até 1986, chegou a operar com três pinturas diferentes, pois sequer pintava os carros quando comprava, em geral usados. Em 1988, mudou de nome e iniciou uma renovação.

      Razão Social: Viação Campos Gerais
      Tempo de operação: 1988-1989
      Sede: Ponta Grossa/PR

      A empresa foi chamada para operar parte das linhas da CCTC que estavam sendo rateadas.

      O empresário Donato Gulin entrou na onda de recebimento de verbas para renovação da frota na cidade mas continuava a trazer carros usados de Curitiba e de Ponta Grossa. O dinheiro para renovação era desviado para renovar a frota na cidade-sede.

      Ela não renovou nem os carros que herdou da CCTC, que já estavam em péssimo estado. Após o locaute de 1989, a empresa foi “convidada” a se retirar da cidade.

      Razão Social: Viação Lira
      Tempo de operação: 1920-1951
      Sede: Campinas/SP

      Foi a primeira empresa de ônibus da cidade. Operou até 1951, quando vendeu as suas linhas para a Viação Cometa, que criou a CCTC para operá-las.

      Razão Social: Viação Morumbi Ltda.
      Tempo de operação: 2000-2005
      Sede: Macapá/AP

      Com a falência da Viação Santa Catarina, dez dias depois a Viação Morumbi foi chamada para operar as linhas da região do Campo Grande.

      Vários carros usados, sobretudo de Uberaba e de São Paulo, da Viação Cidade Tiradentes, foram trazidos para cobrir os carros quebrados deixados pela empresa anterior.

      Em 2002, a empresa já estava em estado precário e quase fechando as portas. Assim, a VBTU assumiu a empresa, e em 2005 vendeu as operações para o grupo Oceânica, de Salvador/BA, que iniciou um processo de renovação da frota da empresa.

      Ainda em 2005, a Viação Morumbi deixou Campinas após o início da operação do sistema InterCamp

      Razão Social: Viação Santa Catarina
      Tempo de operação: 1976-2000
      Sede: Campinas/SP

      A empresa iniciou as operações em linhas alugadas pela CCTC nos anos 70, na região do Jardim São Marcos. Em 1979, recebeu permissão para operar linhas da região da Vila Padre Anchieta.

      Em 1983, assumiu as linhas da AVA e da Capritur, ampliando a atuação na zona norte da cidade. Em 1991, iniciou um processo de renovação de frota exemplar.

      Nessa época, a empresa era referência e tida como modelo na cidade, tanto de gestão como de frota.

      Em 1993, recebeu mais linhas, dessa vez da região do Campo Grande. Atingiu o auge em 1995, com a compra de veículos articulados para a região do Campo Grande, melhorando o atendimento local.

      Em 1997, a empresa iniciou um processo de declínio por conta da entrada de perueiros na cidade. No ano seguinte começou a ser descapitalizada e carros mais novos foram vendidos.

      Para o lugar foram trazidos carros ex-RJ, a maioria precários.

      Em 1999, relançou o serviço seletivo, para concorrer com os perueiros. Meses depois os carros foram apreendidos por falta de pagamento.

      Começou o ano de 2000 perdendo 24 linhas para a VBTU. No meio do ano encerrou as atividades com vários carros sucateados e parados por falta de peças e foi cassada pela prefeitura da época.

      Razão Social: Viação Itacolomy Ltda.
      Tempo de operação: 1990-1995
      Sede: Ouro Branco/MG

      A empresa foi chamada para assumir as linhas da Viação Campos Gerais e de imediato trouxe carros de Ouro Branco para cobrir a frota velha deixada pela empresa paranaense.

      Fez uma larga renovação de frota, porém não conseguiu manter o padrão, tanto que em 1995 era a única empresa da cidade a ter ainda veículos dos anos 80 em operação.

      Assim, a prefeitura acabou descredenciando a empresa.