Falar de Carlos José Barreiro e atraso é como falar de pão de queijo e café: um não vive sem o outro. O secretário, que agora pede “paciência” com as obras antienchentes, é o mesmo que capitaneou a novela do BRT. Lembram-se? Aquela obra que deveria ter sido entregue ainda no governo Jonas, mas que virou um festival de “entregas parciais”, trechos inaugurados sem ônibus e estações que envelheceram antes mesmo de ver um passageiro.
O especialista em “puxadinhos” temporais
No BRT: Ele dizia que a “complexa obra” exigia tempo.
Na Princesa D’Oeste: Ele diz que as “surpresas geológicas” (aquelas pedras que ninguém viu em 250 anos de história da cidade) são as culpadas.
A frase “A gente vai sofrer ainda mais um pouco” não é um desabafo; é a assinatura de quem transformou o atraso em política pública. Enquanto o cronômetro dele gira em câmera lenta, a vida do campineiro corre em ritmo de gincana, tentando fugir da Princesa sempre que começa a chover forte.
O monumento ao “Quase”
O legado do Barreiro em Campinas será um mapa cheio de linhas tracejadas que nunca viram linha contínua. Ele é o homem que nos deu o BRT com atraso de anos e agora nos promete a Princesa D’Oeste “em breve” (leia-se: daqui a dois anos, se a geologia permitir).
“Sofrer mais um pouco” é o mantra de quem já desistiu de entregar eficiência e passou a gerir a escassez. Se o transporte é um labirinto e as obras são um lamaçal, pelo menos temos a sinceridade do secretário.





