Open Finance encontra desafios no contexto de interoperabilidade, diz especialista da Belvo

O mercado financeiro está passando por uma transformação sem precedentes na América Latina. O Open Banking se torna, cada dia mais, uma realidade – possibilitando a abertura de informações para democratizar produtos financeiros.


Como toda transformação traz desafios, no contexto de interoperabilidade do Open Finance eles surgem e fazem com que diversos profissionais passem a interagir para encontrar a melhor combinação de tecnologias e abordagens para solucionar e lidar com a questão.

É o que afirma Leandro Pupe Nóbrega, líder de operações da Belvo, empresa líder na América Latina em infraestrutura para Open Finance.

A interoperabilidade consiste no compartilhamento padronizado de dados de forma segura, para que as informações se conectem de forma precisa e ágil.

Tudo, é claro, com o consentimento do cliente. O objetivo central é otimizar os processos nos mercados financeiros, de capitais, de seguros, capitalização, etc, de modo a simplificar os custos de integração e reduzir a incompatibilidade das informações trocadas entre agentes regulados.

O assunto também esteve presente no Open Summit 2022, evento realizado no mês de junho com participação da Belvo, onde foi debatida a exploração de diferentes setores, todos focados no objetivo de criar novos modelos de negócio, de forma escalável, aproveitando ao máximo o compartilhamento de dados.

Resolução do Banco Central

A Resolução Conjunta nº 5, publicada em 20 de maio de 2022, dispõe sobre a interoperabilidade no open finance. A norma, editada pelo Banco Central e pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), surge após discussões entre diversas frentes.

“Aos poucos estamos evoluindo a maturidade relacionada a interoperabilidade entre as instituições, desde os padrões de segurança, experiência do usuário (UX) e até mesmo os modelos de negócio. O ponto positivo é que quanto mais evoluímos, mais reaproveitamos todo esse conhecimento para outros setores, como por exemplo: seguros, investimentos, câmbio, e tudo o que pode ser relacionado ao compartilhamento de dados por meio de consentimentos do cliente”, completa Leandro Nóbrega.

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