Prefeitura de Campinas anuncia “plano de ação” após caso de menino encontrado no barril

     Prefeitura de Campinas anuncia “plano de ação” após caso de menino encontrado no barril

    A Prefeitura de Campinas anunciou nesta quarta-feira (18) uma nova forma de ‘receber’ e avaliar casos de violência contra mulher e crianças.

    As medidas foram tomadas depois do caso do menino encontrado dentro de um barril, em janeiro do ano passado.

    Segundo a secretária de Assistência Social, Vandercleya Moro, as denúncias seguem sendo feitas da mesma forma que antes, via Conselho Tutelar e Polícia.


    O passo seguinte é que deve ser completamente mudado: os casos da chamada “média complexidade”, que são aqueles onde não há ‘rompimento do vínculo familiar’, mas existe algum tipo de violência, devem ser melhor observados.

    “Muitas das medidas já começaram a ser colocadas em prática. Nós temos a intenção de agilizar o atendimento nessas situações”, disse.

    Uma delas é a reanálise dos casos urgentes encaminhados para os Centros de Referência Especializados da Assistência Social (CREAS).

    “Essa reanálise não é apenas com papeis e parte burocrática. Isso inclui as visitas em casa, e um pente fino em todos os casos considerados mais graves”, explica Vandercleya.

    Serão revistos 100 casos mais graves, algo em torno de 5% do total de média complexidade atendido no município.

    A Prefeitura também quer capacitar as entidades parcerias e técnicos da secretaria de Assistência Social sobre atendimento de casos graves.

    A coordenadora de Proteção Social, Maria Angélica Batista, considera que essa capacitação será fundamental para que, desde o primeiro atendimento de um possível caso de violência, seja possível identificar como está a situação.

    “Todos serão treinados para observar os problemas logo de cara. Quanto antes for possível detectar que tem algo errado, mais rápido consegue-se dar os atendimentos necessários”, contou.

    Mesmo sem citar o caso do menino do barril diretamente, as medidas, se tivessem sido tomadas antes, poderiam ter evitado que o garoto passasse mais de um mês dentro do tonel.

    Segundo relato dele à Polícia Civil, a medida foi tomada pelos pais porque ele pegou comida “sem autorização”.

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