Prefeitura e Emdec facilitaram a vida de concessionárias de carros e aplicativos, e prejudicaram o transporte público

A constante piora do transporte coletivo urbano de Campinas está diretamente relacionada à queda na qualidade do trânsito, basicamente na mesma proporção.

Coincidências ou não, com a queda na qualidade do transporte, patrocinada pela prefeitura e pela Emdec, houve um aumento no número de carros e motos nas ruas.

Quem está rindo à toa são os donos de concessionárias e lojas de veículos, que continuam fechando negócios em meio a um transporte público falido.

Até o ano de 2015, mesmo com os problemas constantes, o transporte público ainda tinha investimento e a frota era renovada constantemente. Depois disso, houve um afrouxamento das regras, e por parte da presidência da Emdec na época.

Veículos usados advindos de outros Estados começaram a chegar aos montes, para tentar fazer uma ‘renovação’ de frota, enquanto os veículos zero foram sendo deixados de lado.

Apenas uma das concessionárias ainda está fazendo compra de veículos zero quilômetro, e outra realiza pequenas compras pontuais. Mas até isso mudou na prefeitura.

Quando chegavam grandes lotes de ônibus para renovação de frota, havia uma apresentação para a população. A última apresentação foi realizada em janeiro de 2015, com um lote de 41 ônibus articulados entregues pela empresa VB Transportes.

Desde então, nunca mais foram feitas essas cerimônias. As recentes compras de veículos zero quilômetro pela empresa Campibus até tiveram preparação para algum evento de apresentação, mas foi dispensado.

A questão de momento é: qual a relação da prefeitura e da Emdec com as concessionárias de veículos, aplicativos de transporte e outros modais que incentivam o sucateamento do transporte público?

As empresas do transporte público também precisam fazer a sua parte, arrumando a frota e cumprindo os horários determinados, mas sem que a própria prefeitura ou a Emdec pratiquem sabotagem.

Da Redação ODC.
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