A prefeitura e a Emdec continuam fazendo uma verdadeira “lambança” para finalizar o processo licitatório do transporte coletivo urbano de Campinas a toque de caixa.
Os prazos recursais dados pela prefeitura no âmbito da licitação cercearam totalmente o direito de defesa das empresas derrotadas no processo.
A justiça concedeu na noite desta última segunda-feira uma liminar suspendendo esse prazo, que havia sido prorrogado em pleno final de semana, quando tudo está parado.
O problema maior foi a liberação dos documentos da licitação, no qual o ODC já havia apontado inconsistências mas mesmo assim foi aprovado pela municipalidade, o que garantiu a habilitação das empresas e consórcios vencedores no leilão da B3.
A habilitação das empresas e consórcios foi feita a toque de caixa, imediatamente após o final da última diligência da Polícia Civil no âmbito de procedimento em andamento no Ministério Público, questionando o processo.
Está cada vez mais claro que a prefeitura vai homologar, na marra, as empresas vencedoras mesmo com todas as irregularidades evidentes, pois é incapaz de resolver os problemas do setor na cidade.
A prefeitura está cerceando o direito da população de ter acesso a todos os documentos da licitação, impedindo que todos vejam as planilhas de custos enviadas pelas vencedoras e também vetando acesso aos documentos das diligências.
O ODC foi o primeiro veículo de comunicação de Campinas a levantar suspeitas sobre a capacidade técnica de um dos consórcios vencedores, já que a outra empresa vencedora tem forte ligação política com a maior parte da Câmara, uma vez que seu dono já foi presidente da Casa e inclusive presidente da Ponte Preta, reforçando a politicagem do negócio.
Mesmo com a solicitação de acesso aos documentos feita no dia 21, até o momento não houve resposta, ou seja, a prefeitura não quer que a imprensa tenha acesso a possíveis irregularidades no processo.
Por conta disso, a Justiça suspendeu liminarmente esse prazo de seis dias dados, pois é impossível fazer qualquer análise documental ainda mais desse porte para embasar um pedido de recurso.
Isso corrobora totalmente com a tese de que a prefeitura não tem interesse em parar o processo e que vai homologar as vencedoras mesmo com todas as irregularidades muito evidentes.
A licitação de R$ 11 bilhões, que prevê continuidade de ônibus velhos, agrada a grupos políticos ligados às vencedoras, mas prejudica a população, como sempre.
Da Redação ODC.
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