Meus caros, o Gilberto Beaumont hoje acordou com o espírito de um engenheiro de Fórmula 1. Depois de dias mergulhado em investigações policiais, diligências de endereços fantasmas e suspensões do TCE, a Emdec resolveu nos dar uma notícia “fresquinha”: a grande inauguração de hoje, *quarta-feira, 29 de abril de 2026, é a reconfiguração de um acesso na *Theodureto de Almeida Camargo.
🛣️ A Epopeia dos 70 Metros: Fluidez na Theodureto e Curto-Circuito na Licitação
Gilberto Beaumont, Colunista do Olhar da Cidade
Enquanto a Polícia Civil e o Tribunal de Contas (TCE) tentam descobrir se as empresas que ganharam R$ 11 bilhões realmente existem ou se são apenas um “puxadinho” jurídico, a Emdec nos entrega uma obra de “reconfiguração geométrica”.
É emocionante, meus amigos. Eles mexeram na guia, no canteiro e até — segurem o fôlego — reposicionaram um poste de iluminação com a ajuda da CPFL.
📐 A Engenharia do Milímetro
O release celebra que as faixas de acomodação foram ampliadas em 70 metros.
O Gilberto pergunta: Se a Emdec gasta esse entusiasmo todo para anunciar 70 metros de asfalto novo, imagine o tamanho da festa que farão quando (e se) conseguirem encontrar o endereço da sede da empresa vencedora do Lote Norte?.
É o contraste absoluto da nossa Campinas:
- Na Theodureto: Precisão cirúrgica para redesenhar a curva do Bambini e estimular a “redução gradual de velocidade”.
- Na Licitação de R$ 11 Bilhões: Uma “barbeiragem” geométrica onde o TCE enxerga conluio, a Polícia suspeita de cartel e a prefeitura diz que “não tem prazo” para resolver o imbróglio.
🚦 O “Tapetão” e o “Tapetão Judicial”
A obra na Theodureto promete acesso fácil ao “Tapetão” (Rodovia Zeferino Vaz). Mas o verdadeiro “tapetão” em Campinas hoje é o judicial, onde a suspensão do contrato dos ônibus deixou o futuro da mobilidade num engarrafamento pior que a Lix da Cunha em véspera de feriado.
Diz a Emdec que o novo desenho promove “maior organização”. Quem dera essa organização chegasse ao setor de manutenção semafórica, para que o motorista não precisasse cobrir a placa com pano de prato na Princesa D’Oeste para fugir de um sinal travado. Pintar setas no chão é fácil; difícil é consertar o relé que queimou no feriado e ninguém apareceu para resetar porque o efetivo estava ocupado em “convênios com shoppings”.
🧩 A Cidade que Brinca de Miniatura
Lembram do Safari Técnico na Mini Cidade da Praça da Concórdia na semana passada?.
Essa obra na Theodureto parece ter saído de lá. É uma intervenção pequena, “lúdica” para os padrões de uma metrópole, mas tratada como se fosse a inauguração do Eurotúnel. Enquanto a prefeitura foca na pequena geometria da Theodureto, a grande geometria do transporte público — aquela que envolve frotas novas, bilhetagem inteligente e o fim do monopólio — está suspensa pela caneta do TCE.
Conclusão: Entre a Guia e a Polícia
A liberação das faixas acontece hoje, no pico da manhã. O Gilberto Beaumont deseja boa viagem a quem for usar o novo acesso. É um ganho? É. Mas é um ganho de formiga para uma cidade que está com um elefante branco (a licitação suspensa) sentado no meio da sala.
A Emdec é rápida para reposicionar poste e pintar sinalização de solo, mas segue em “marcha à ré” quando o assunto é transparência e fiscalização de quem realmente manda no transporte. O “Novo Horizonte” continua sendo uma miragem de 70 metros.
Dica do Gigi: Se você passar pela Theodureto hoje e vir as setas direcionais novinhas no chão, siga-as com cuidado. Mas não espere que elas te levem para a sede das empresas do Lote Norte, porque nem a Polícia Civil, com GPS e autorização judicial, conseguiu achar o endereço de primeira.
Será que depois de ampliar 70 metros na Theodureto, a Emdec vai criar um “corredor de fluidez” para os relatórios do TCE chegarem mais rápido na Vila Industrial?
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