Sugestões (de graça) que a Emdec pode fazer para “melhorar” o transporte


Já que os vereadores de Campinas só servem para fazer pedidos esdrúxulos e alterações de itinerário a bel prazer apenas para atender o eleitorado, e considerando o fato da Emdec aceitar essas sugestões sem nem pestanejar um fazer um estudo de demanda decente para justificar as alterações, o ODC decidiu compilar algumas sugestões de linhas e mudanças que podem ser feitas atualmente, com o sistema do jeito que está, para tentar dar uma “melhorada” (apesar disso ser bem difícil) em alguns trechos mais complicados.

Detalhe: todas as sugestões que serão listadas aqui são de graça. Não custam os R$ 20 mil de salário de diretores, ou R$ 6 mil dos técnicos que atuam na Emdec, e foram pensadas apenas andando nos veículos e vendo muitas coisas que poderiam ser evitadas.

Região do Ouro Verde

  • 121 e 131 operando no corredor
    Já passou da hora de obrigar a VB a colocar todos os carros com porta alta para operar no corredor exclusivo. Não só a BRT10, mas mesmo a 121 e 131. É um fato que o planejamento do BRT foi inadequado, e que o Terminal Central nunca poderá ser “o ponto final” das linhas da região do Ouro Verde (à mesma proporção que o Terminal Mercado não pode ser do Campo Grande). Então, já que não há como lutar, que faça ao menos a 121 e 131 operarem com todos os carros com porta à esquerda alta, e parando apenas nas estações e terminais do caminho. E, sim, semiexpressas, agilizando o atendimento. Quem quiser descer no caminho que pegue outras linhas.
  • 132 e 136 modificadas
    As linhas 132 e 136 nunca poderiam ter voltado com itinerários até a Rodoviária e passando dentro dos bairros entre o Vida Nova e o Ouro Verde. Isso foi uma medida absolutamente política para agradar pequenas lideranças de bairro. Ao passo que a 121 e 131 passariam a operar no corredor BRT, a linha 129 deveria voltar. Já a 132 deveria fazer o caminho mais direto possível entre o Terminal Vida Nova e a Rodoviária — a ligação é importante, via Amoreiras e João Jorge, para suprir a falta que a 118 faz, e, por tabela, parar nos pontos do caminho que a 121 e 131 não parariam.
  • Reforço na 128
    Hoje a linha 136 opera com quatro carros, demorando quase 2h10 para dar a volta completa. Os carros poderiam ser utilizados na retomada da 129 e reforço da 128, diminuindo o intervalo de espera e levando até o Terminal Ouro Verde para que os usuários possam usar a 121 ou BRT10. Sabemos que campineiro é cabeça dura, mas algumas medidas precisam ser drásticas se quiserem o sucesso do sistema.
  • Priorizar o término do Terminal Vida Nova e a operação da Estação Marajó
    Para que a 131 possa fazer uma ligação minimamente viável para o Vida Nova, seria necessário um acordo com a empreiteira que está terminando o BRT para que dê prioridade ao Terminal Vida Nova e coloque em funcionamento a Estação Marajó. A estação, teoricamente, é mais fácil, pois já está construída e precisa apenas de retoques. O terminal ainda está muito cru, é um fato. Mas, se houvesse um ‘mutirão’, isso poderia ser adiantado. Enquanto a parte do BRT não ficasse pronta, a 131 pararia à direita mesmo, como acontece com a BRT10.
  • 118 voltar a operar pelo Perimetral
    A ideia absurda de tirar a 118 do Corredor Perimetral deveria ser premiada como a mais incoerente dos últimos tempos. Os ônibus precisam voltar a operar pela via, parando nos pontos que foram instalados. Economiza-se tempo e condição mecânica.

Ligação Ouro Verde/Campo Grande

Para agilizar o atendimento, as linhas 123 e 205 deveriam operar parando nos pontos à esquerda da Avenida John Boyd Dunlop até a Estação BRT Bela Aliança. Hoje, as linhas ficam paradas nas marginais e demoram muito mais tempo do que poderiam. Essa é uma mudança absolutamente simples e que não envolve nenhuma outra grande modificação, já que os carros já param com portas à esquerda no Terminal Campo Grande.

Corredor Campo Grande

  • Divisão da 213
    Os carros da Itajaí Transportes Coletivos que operam na 213 são, em maioria, com portas à esquerda altas, prontas para operar no padrão BRT. Então, porque não fazer uma nova linha saindo do Terminal Campo Grande, parando nas estações Nova Aliança, Rossin, Florence, Terminal Satélite Íris, Bela Aliança, Bandeirantes, Shopping das Bandeiras, parando na Avenida Brasília no primeiro ponto (próximo à JBD), na Paulo Provenza Sobrinho no primeiro ponto e no ponto do Balão do Laranja, depois no Pague Menos da Mirandópolis e seguir pelas estações da Amoreiras até o Terminal Central? Parando em apenas alguns pontos, claro. Um cálculo aproximado feito pelo ODC aponta que a linha demoraria aproximadamente 1h40 para dar a volta completa até o Terminal Campo Grande (contando o tempo de parada nas estações e o trânsito). Com os nove carros que a Itajaí opera na 213, seria possível ter um intervalo de 9 minutos no horário de pico — possível arredondar para 10 para que dê tempo de fazer a volta com alguma folga. A Expresso Campibus continuaria com a 213 normal, com o mesmo intervalo
  • Iniciar operação da linha do Satélite Íris ao Terminal Mercado imediatamente
    Chega de enrolação. Os carros já estão prontos para rodar, e a ligação começando do Satélite Íris para o Terminal Mercado tem que começar imediatamente. Isso pode ajudar a desafogar parte das linhas que operam na região
  • 224 e 225 remodeladas
    Por consequência da operação da linha saindo do Satélite Íris, não é necessário manter 224 e 225 operando para o centro. A 226 já existe para fazer essa ligação do bairro, IFSP e terminal. É possível pegar os carros convencionais da 225 e jogar nessa linha, reduzindo drasticamente o intervalo, que hoje é vergonhoso — e fazer a linha operar aos finais de semana, evidentemente. A 224 poderia continuar operando, nesse primeiro momento, como um reforço do Sirius para o centro nos picos.
  • 212 andando pelo Corredor
    Assim como a sugestão da 121, já que é irremediável o atendimento ao Corredor Central, que seja feito de uma forma menos pior. A linha 212 deveria deixar de atender aos pontos instalados à esquerda e parar nas estações (exceto no Corredor Central, claro), e, se bobear, até pular alguns pontos. A Itajaí tem condições de adaptar as portas altas nos carros que faltam sem prejudicar a operação de outras linhas. Vide os carros com porta alta que rodam inutilmente na 210 e 211. Eles já estão absolutamente prontos para o corredor, e até hoje sequer deram as caras na BRT20.
  • Tirar a 214 das marginais da JBD
    Parece inacreditável que a única linha que liga o Campo Grande ao Terminal Central, e que anda tão abarrotada, precise pegar trânsito sendo que tem um corredor livre para operar. A 214 precisa sair das marginais da John Boyd e usar o corredor para ganhar mais tempo e fazer o caminho rapidamente. É possível mudar a operação para a faixa do BRT e usar apenas carros com portas à esquerda, remanejando veículos que operam na 210 e 211.
  • Acabar com a 220
    Essa é uma linha que nem deveria ter voltado após a pandemia de covid-19. Os carros dela poderiam ser utilizados para reforçar alimentadoras, em vez de perder tempo andando em vias congestionadas e demorando mais de 1 hora para dar a volta completa. A demanda não justifica a necessidade de mantê-la operando, por mais que a Emdec justifique que houve “pressão popular” para isso.

Região do Padre Anchieta

  • Voltar os atendimentos antigos de 251 e 252
    A criação das ridículas 256 e 257 serviu apenas para confundir ainda mais o pobre usuário que mora na região do São Jorge. É possível fazer a 251 e 252 voltarem a funcionar apenas com paradas à esquerda na Lix fazendo uma outra matemática: tirando os carros com porta à esquerda da 254, 255 e 264. Só aí, já são seis ônibus que poderiam ser trocados pelos pequenos que operam na 256 e 257. A Emdec podia ter evitado uma dor de cabeça tremenda se tivesse pensado nisso antes de fazer as alterações que só deixaram a operação confusa, e com linhas que estão demorando mais para fazer o caminho do que antes (fora que as duas linhas não tem nada de semiexpressa, já que pegam trânsito do mesmo jeito). O itinerário da 264 poderia ser parecido com o da 260, para criar um atendimento inexistente ao Corredor Central para quem vem do Bonfim. Já as outras poderiam simplesmente fazer a mesma coisa que a 250.

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