Vistoria de ônibus velhos do transporte escolar é menos frequente que no transporte urbano

O transporte escolar na cidade de Campinas continua com sua operação precária e sem a devida fiscalização. Em matéria publicada no jornal Correio Popular no último final de semana, a Emdec contestou todas as alegações de que a frota é velha.

De acordo com a empresa pública, são feitas duas vistorias anuais e de forma rigorosa, porém de forma bastante diferente do que ocorre no transporte coletivo urbano.

As vistorias no transporte coletivo urbano, de acordo com o contrato, devem ocorrer a cada dois meses em veículos já vencidos, ou seja, com mais de 10 anos de uso no caso de veículos convencionais e 15 anos para articulados.

Já no transporte escolar, que necessita de vistoria mais rigorosas por conta das crianças e dos monitores, a vistoria é feita a cada seis meses, inclusive em veículos muito velhos.

De acordo com levantamento feito pela equipe do ODC, alguns veículos do porte grande já ultrapassam os 15 anos, inclusive entre empresas que venceram a licitação do transporte urbano da cidade.

No processo licitatório, que está temporariamente paralisado por ordem do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, as empresas estão autorizadas a usar veículos velhos, contrariando totalmente o discurso da prefeitura.

O prefeito insiste em dizer que a frota da cidade será renovada com as novas empresas da licitação, porém o próprio documento do processo autoriza as empresas a comprarem veículos com 10 anos de idade.

Se no escolar é autorizado veículos com mais de 15 anos de idade e com vistorias menos rígidas, imagina-se no transporte urbano. O que está sendo vendido para a população é bem diferente do que será na realidade.

A compra de novos veículos é importante para que a qualidade do serviço seja elevada, porém não é a única coisa a ser feita. A prefeitura deveria ser mais clara em seus vídeos quando fala da licitação.

O prefeito, por sua vez, não faz a sua parte de esclarecer tudo como deveria. Enquanto o transporte escolar afunda, é vendida uma licitação com ônibus velhos.

Da Redação ODC.
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