A visita técnica ao sistema BRT de Campinas com secretários e gestores de transporte de todo o Estado de São Paulo, conforme adiantado pelo ODC, teve um toque de “maquiagem”.
Cheio de problemas, o corredor do Campo Grande tem estações em estado de precarização, evasão constante e veículos quebrados em toda a sua extensão.
Por isso mesmo, a visita foi feita logo após o horário do almoço, num entrepico, onde o risco de veículos quebrados no viário é bem menor do que no pico.
Os convidados foram levados a uma estação para conhecer o sistema. Não foi difícil adivinhar qual foi a estação visitada: Parque das Bandeiras/Ipaussurama.
Essa estação foi a única que não foi construída pela prefeitura, e por isso tem uma estética melhor e bem mais cuidada que as demais. Além disso, tem passarela.
Todas as estações do BRT de Campinas, exceto a do Parque das Bandeiras/Ipaussurama, não têm passarelas. O próprio presidente da Emdec, Vinicius Riverete, disse em uma oportunidade que “não precisa de passarela pois o povo não usa”.
A estação Parque das Bandeiras/Ipaussurama é a mais nova do sistema e foi construída como contrapartida do Shopping Parque das Bandeiras, que fica em frente.
É a mais bem cuidada, tem a passarela para facilitar a travessia e também é a mais limpa. Seria interessante se fossem visitar estações como a do Aurélia, que está imunda, a do Londres, toda amassada no teto, ou a do Rossin, com “conteção contra evasão”.
O veículo usado no passeio também não é do sistema campineiro. Foi emprestado um veículo de testes da Mercedes-Benz, com medo de que acontecesse algo pelo percurso.
A Emdec adora mostrar um mundo completamente paralelo à realidade. Ao invés de resolver os problemas, é muito mais fácil maquiar e tentar passar uma imagem irreal da cidade.
Da Redação ODC.
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