O milionário sistema BRT de Campinas foi sucateado pelo seu próprio responsável. As desculpas sem pé e nem cabeça corroboram com essa teoria.
No início, o ODC foi um dos únicos veículos a defenderem veementemente a implantação do sistema, com a divulgação massiva das mudanças operacionais, mas logo viu-se que tudo estava errado.
A passagem das linhas do BRT Ouro Verde por duas vezes pelo Terminal Central é uma excrecência operacional absurda. Quem teve essa ideia, em uma empresa séria, já teria sido demitido.
Os problemas no BRT Campo Grande também se acumulam, mas a Emdec nada faz para resolver. Todos sabem que um “choque de realidade” poderia ajudar, mas o ar condicionado é mais cômodo.
As respostas vazias da Emdec apontam para um sucateamento proposital. Aplicar multas para “resolver” o problema não resolve, e todos sabem disso. Se resolvesse, as multas de radares acabariam com as mortes no trânsito.
Com uma equipe cada vez mais reduzida e cansada de tanto desmando, a Emdec não vai para às ruas, não cobra nada, não exige nada e deixa o BRT cada vez pior.
São estações caindo aos pedaços, faltando iluminação, depredadas, sujas, cheias de mato, veículos capengas, evasão sem punição, e falta de segurança.
O sucateamento do BRT em tão pouco tempo expõe o modus operandi da Emdec, que quer sair como “heroína” em toda essa história: empurrar a culpa pela falência do sistema aos atuais operadores e colocar novas empresas na marra, mesmo com possíveis irregularidades, para dizer que “fez alguma coisa”.
Não há cobrança, não há fiscalização adequada, ninguém sai do ar condicionado da sede para vivenciar o sofrimento da população. É quase uma improbidade administrativa latente.
Ao lado dessa aberração está uma Câmara dos Vereadores conivente com um governo vazio e que ignora a parte mais pobre da cidade. É o governo da “elite do atraso” empurrando o transporte público para o buraco.
Da Redação ODC.
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